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PM aposenta tenente-coronel preso por morte da esposa com salário integral

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PM aposenta tenente-coronel preso por morte da esposa com salário integral

Oficial seguirá recebendo cerca de R$ 20 mil enquanto responde por feminicídio e fraude processual

PM aposenta tenente-coronel preso por morte da esposa com salário integral

Foto: Reprodução/TV Globo

Por: Metro1 no dia 02 de abril de 2026 às 16:15

A Polícia Militar de São Paulo oficializou, nesta quinta-feira (2), a transferência do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para a reserva da corporação. Ele está preso preventivamente desde março, acusado de envolvimento na morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana. Segundo portaria da Diretoria de Pessoal, o oficial se aposentou pelos critérios proporcionais de idade, com direito a vencimentos integrais. 

Na prática, isso significa que ele pode receber valores próximos ao último salário da ativa, que era de cerca de R$ 28 mil brutos. Com os ajustes de proporcionalidade, a remuneração deve ficar em torno de R$ 20 mil.

O pedido de aposentadoria foi feito pelo próprio tenente-coronel. Em nota à imprensa, a defesa afirmou que a decisão foi pessoal e tomada após o cumprimento de sua trajetória na corporação.

Apesar da ida para a reserva, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que foi instaurado um conselho de justificação, que pode resultar na demissão do oficial e na perda do posto e da patente. O procedimento segue em andamento mesmo após a aposentadoria.

Além disso, o inquérito policial militar que investiga a morte de Gisele está em fase final e deve ser encaminhado ao Judiciário. O oficial permanece preso por decisão judicial, após representação da Corregedoria da PM.

Sobre o caso

A soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta em 18 de fevereiro, em seu apartamento no bairro do Brás, na região central de São Paulo. Inicialmente tratada como suicídio, a ocorrência passou a ser investigada como feminicídio qualificado e fraude processual.

Geraldo Neto, de 53 anos, marido da vítima, foi denunciado pelo Ministério Público e se tornou réu. Ele está detido no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março.

A investigação mudou de rumo após a análise de laudos periciais, depoimentos e dados extraídos de dispositivos eletrônicos. Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, há elementos consistentes que afastam a hipótese de suicídio.

Entre os indícios estão contradições no depoimento do oficial, sinais de manipulação da cena do crime e evidências de violência anterior à morte. O exame necroscópico apontou que o disparo foi feito com a arma encostada na cabeça da vítima, em uma trajetória considerada incompatível com um tiro autoinfligido.