Quarta-feira, 29 de abril de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Metropolítica

/

Com judicialização de área da Vitória, aliados de Bruno Reis alertam sobre riscos de desgaste

Metropolítica

Por Jairo Costa Júnior

Notícias exclusivas sobre política e os bastidores do poder

Com judicialização de área da Vitória, aliados de Bruno Reis alertam sobre riscos de desgaste

Avaliação é a de que, com cerco da Justiça e do MPF, ônus só ficará com o prefeito

Com judicialização de área da Vitória, aliados de Bruno Reis alertam sobre riscos de desgaste

Foto: Betto Jr./Secom PMS

Por: Jairo Costa Jr. no dia 16 de março de 2024 às 07:00

Atualizado: no dia 18 de março de 2024 às 10:55

Diante da judicialização em torno da polêmica venda de uma área verde na encosta do Corredor da Vitória e dos sinais de desistência por parte dos investidores interessados em erguer um edifício de luxo no local, aliados do prefeito Bruno Reis (União Brasil) querem convencê-lo a sepultar o leilão em definitivo. Acham que, com o cerco da Justiça e do Ministério Público Federal (MPF), o negócio já está a caminho do brejo e dificilmente sairá de lá, mas o ônus por insistir em uma medida impopular ficará sobre suas costas.

Alça de mira
Com a venda do terreno da Vitória à beira da cova, as atenções serão voltadas ao restante do pacote de 40 imóveis desafetados por lei de autoria do Palácio Thomé de Souza, aprovada pela Câmara de Vereadores em 20 de dezembro do ano passado. Em especial, duas áreas localizadas no cobiçado Morro do Ipiranga e nos arredores do Clube Espanhol, entre a Barra e Ondina. Caso sejam liberados para leilão nos próximos meses, projeta-se novo bombardeio às vésperas da disputa pela prefeitura da capital.    

Cai fora!
Acusado de agressões generalizadas em uma casa de eventos situada na orla da Barra, onde também teria investido contra um policial militar, o advogado Felipe de Sena Argolo Veiga foi defenestrado do cargo que ocupava como secretário parlamentar do deputado federal Neto Carletto (PP). A exoneração, publicada no Diário Oficial da União de sexta-feira (15), ocorre seis dias após os desgastes causados ao parlamentar baiano pela repercussão do caso na imprensa e nas redes sociais. Em vídeo postado por diversos portais e blogs, Veiga aparece visivelmente alterado e sem camisa, quando PMs escalados para atender o chamado de supostas vítimas do advogado tentam contê-lo . 

Prejuízo da lambança
Nas imagens, é possível ver o momento em que ele se recusa a ser algemado, empurra um dos policiais e foge em seguida. A confusão envolvendo o agora ex-assessor de Neto Carletto ocorreu na noite de sábado passado (9). De acordo com relatos da PM sobre o caso, o advogado teria agredido pelo menos seis pessoas que participavam da festa. Diante do mal-estar, perdeu a boquinha que mantinha no gabinete do deputado desde fevereiro de 2023 e, consequentemente, o salário de cerca de R$ 20 mil.

Sai, mas fica
Apesar da exoneração, Felipe Veiga permanece como secretário-geral do Avante na Bahia, segundo dados disponíveis no sistema de informações partidárias do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A legenda tem como presidente estadual o ex-deputado Ronaldo Carletto, tio e padrinho político de Neto Carletto. 

Colheita de abacaxis 
A conclusão de um relatório de auditoria elaborado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) promete causar dor de cabeça para o diretor-presidente da Conder, José Trindade. No parecer em que recomendam a desaprovação das contas de Trindade referentes a 2022, os auditores do tribunal apontaram uma série de irregularidades. Sobretudo, nos repasses feitos pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado por meio de convênios firmados com dezenas de municípios em meio à corrida pelo governo baiano.    

Limite de alcance 
Estrategistas políticos da base aliada ao Palácio de Ondina estão convictos de que o debate acerca do desempenho na área de Segurança Pública, calcanhar de Aquiles do governo estadual, ficará restrito à capital e grandes cidades do interior, mais afetadas pela escalada da criminalidade. Nos médios e pequenos municípios, onde os efeitos da violência têm pouco ou nenhum impacto sobre a vida do eleitorado, avaliam que o assunto sequer entrará na pauta de campanha da oposição durante a sucessão deste ano.