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Dono de bar que criou polêmica ao invadir calçada é irmão de ex-vereador da base aliada ao prefeito
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Por Jairo Costa Júnior
Notícias exclusivas sobre política e os bastidores do poder
Dono de bar que criou polêmica ao invadir calçada é irmão de ex-vereador da base aliada ao prefeito
Situado no Rio Vermelho, o Fronteira tem como um dos sócios o empresário Tiago Lucas, gêmeo de Felipe Lucas (União Brasil), que foi secretário municipal de Ordem Pública de 2019 a 2020

Foto: Reprodução
O Bar Fronteira, que gerou polêmica nas redes sociais por invadir a calçada da esquina do Largo da Mariquita com a Rua Odilon Santos, no Rio Vermelho, pertence ao empresário Tiago Lucas, irmão gêmeo do ex-vereador Felipe Lucas, do União Brasil, mesmo partido do prefeito Bruno Reis. No último domingo (18), o Fronteira foi palco de uma confusão após um morador do bairro arrancar parte da grade usada pelo estabelecimento para ocupar área pública com mesas e cadeiras, sob alegação de desrespeito ao direito de ir e vir das pessoas.
Gente nossa
Além de ter integrado a base aliada ao Palácio Thomé de Souza na Câmara de Vereadores, Felipe Lucas foi chefe justamente de uma das pastas responsáveis pela fiscalização e regramento dos espaços urbanos, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), de fevereiro de 2019 a abril de 2020, último ano da segunda gestão de ACM Neto (União Brasil) à frente da prefeitura da capital. Desde então, segundo apurou a Metropolítica, o dono do Fronteira costuma invadir a calçada para acomodar a clientela na área externa do bar, sem sofrer quaisquer tipos de punição.
Fuzuê viral
A confusão que expôs o uso indevido de espaço público pelo Fronteira foi registrada em vídeo que viralizou nas redes. As imagens mostram um pedestre revoltado com a invasão indevida da calçada. Ele acusa ainda o estabelecimento de impedir a liberdade de circulação ao arrepio da lei e afirma que já fez diversas denúncias aos órgãos da prefeitura sobre a irregularidade. Em um trecho do vídeo, o denunciante chega a tropeçar na base do equipamento utilizado pelo bar para ocupar o espaço. A tensão só acaba com a chegada da Polícia Militar
Lei do Puxadinho
A partir do fim de novembro passado, quando Bruno Reis sancionou a Lei 9.906/2025, ficou permitida a instalação de mesas e cadeiras em estacionamentos privativos, vagas públicas para veículos, calçadas e praças por bares e restaurantes da cidade, desde que autorizada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano. O dispositivo originado de um projeto de lei proposto pelo vereador Daniel Alves (PSDB), no entanto, obriga os estabelecimentos a garantir uma faixa livre mínima para pedestres com largura não inferior a 1,20m para permitir o trânsito seguro de pedestres e os níveis de acessibilidade para quem tem deficiência ou mobilidade reduzida.
Pontas atadas
Embora o ex-ministro da Cidadania e presidente estadual do PL, João Roma, garanta que não possui nenhum laço de amizade com o dono do Banco Master, o mineiro Daniel Vorcaro, a realidade mostra o contrário. É que foi Roma quem indicou, em março de 2022, o substituto dele na pasta da Cidadania, o policial federal Ronaldo Vieira Bento, que saiu do governo Jair Bolsonaro (PL) para assumir o comando da Mettacard, empresa de gerenciamento de cartões e tratamento de dados ligada ao Master. Nos bastidores de Brasília, a ida de Bento para a Mettacard teve as bênçãos de Roma.
Troca de figurino
Parlamentares do bloco de oposição ao PT no estado estão convictos de que será difícil preencher, na atual legislatura, a lacuna deixada pelo deputado estadual Alan Sanches (União Brasil), que morreu no domingo vitimado por um infarto fulminante. Isso se deve ao perfil do herdeiro da vaga, o ex-deputado Luciano Ribeiro, até então primeiro suplente do União Brasil. Ao contrário de Sanches, conhecido pela postura combativa e pela capacidade de articulação, Ribeiro tem atuação bastante discreta e menos aguerrida.
Caçadores da barca perdida
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) deu sinal verde para que os arqueólogos Luis Felipe Freire Dantas e Gilson Rambelli, ambos professores e pesquisadores da Ufba, vasculhem o que restou da nau Nossa Senhora do Rosário e Santo André, que naufragou em 1737 nas águas da Baía de Todos os Santos, mais precisamente perto dos recifes situados entre o píer da Praia da Boa Viagem e a Ponta de Humaitá. O objetivo do trabalho é refazer a rota de contrabando de pessoas escravizadas entre a Bahia e duas ex-colônias portuguesas: Goa, na Índia, e Moçambique, na África.
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