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ACM Neto está disposto a apoiar Flávio Bolsonaro ainda no primeiro turno, afirmam aliados
Metropolítica

Por Jairo Costa Júnior
Notícias exclusivas sobre política e os bastidores do poder
ACM Neto está disposto a apoiar Flávio Bolsonaro ainda no primeiro turno, afirmam aliados
Apesar da alta rejeição ao bolsonarismo na Bahia, ex-prefeito de Salvador foi convencido por caciques da oposição a correr riscos

Foto: Divulgação
Cardeais da oposição que integram o núcleo estratégico da pré-campanha de ACM Neto (União Brasil) ao governo do estado garantem que o ex-prefeito da capital está cada vez mais inclinado a anunciar apoio, ainda no primeiro turno, ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a corrida presidencial. Inicialmente, segundo apurou a Metropolítica, Neto vinha demonstrando resistência em aderir de vez ao palanque do filho "01" do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por temer a perda de votos no rastro da alta rejeição junto ao eleitorado baiano.
Se correr o bicho pega
"É fato que Neto preferia fechar apoio a Flávio somente se ele passasse para eventual segundo turno. Por isso, apostava muito na candidatura de Ronaldo Caiado (governador de Goiás, que trocou o União Brasil pelo PSD em janeiro) ou de algum nome alternativo da direita tradicional, justamente para não ter que carregar nas costas a rejeição ao bolsonarismo. Com os sinais de naufrágio da candidatura de Caiado e o crescimento substancial de Flávio nas pesquisas mais recentes o panorama deu uma guinada", confidenciou um cacique do União Brasil.
Sinuca de bico
Outros dois influentes políticos da oposição admitem que Neto resistia a apoiar Flávio, mas cedeu aos argumentos de aliados experientes de que seria um erro reeditar o "tanto faz" da eleição passada e embarcar em uma candidatura fraca da direita apenas para escapar do eleitor antibolsonarista, sobretudo, em uma disputa em que a polarização será mais intensa do que a de 2022. Ao mesmo tempo, asseguram, o ex-prefeito teria acatado a justificativa, após ser convencido de que ele tem potencial para segurar os votos Lula-Neto e reduzir parte dos impactos negativos a reboque da rejeição aos Bolsonaro na Bahia.
Certezas e dúvidas
Nos últimos dias, apoiadores de Neto indicaram de maneira subliminar ou de modo claro que, nas atuais condições de temperatura e pressão, ele deve embarcar na candidatura de Flávio de corpo e espírito o quanto antes. Entre os quais o ex-ministro João Roma (PL), um dos líderes da tropa bolsonarista no estado e cotado para a vaga do Senado na chapa oposicionista, e a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil).
Faz sentido
Embora o núcleo-duro do PT não admita publicamente, a revelação de que o ex-marqueteiro de Lula e Dilma Rousseff, o jornalista e publicitário baiano João Santana, deve assumir a campanha de ACM Neto acendeu o alerta vermelho no Palácio de Ondina. A preocupação não diz respeito apenas à expertise reconhecida de Santana, mas ao fato de que ele conhece como poucos como os petistas pensam e reagem.
Bolo dividido
Quatro construtoras abocanharam o contrato de aproximadamente R$ 240 milhões da prefeitura de Salvador para reformar 20 mil casas através do programa Morar Melhor, divididos em quatro lotes de R$ 59 milhões cada. O primeiro lote, que corresponde aos bairros da Liberdade, São Caetano, Tancredo Neves e Cabula, ficou com a Qualy. O segundo, que abrange as ilhas, Subúrbio e Cidade Baixa, será tocado pela Kazza. Já o terceiro, que compreende as regiões do Centro, Brotas, Pituba, Itapuã, Barra e Ipitanga, ficou para a Ebisa. Por fim, a EG Construções levou o lote 4 (Cajazeiras Pau da Lima e Valéria).
Cachimbo da paz
Escolhido para presidir a Frente Parlamentar em Defesa da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial na Câmara, o deputado federal baiano Bacelar (PV) conseguiu um feito raro ao conquistar a assinatura de 202 integrantes da Casa ao requerimento que pede a criação do grupo, quatro a mais do que o necessário. No caso, reunir a adesão das mais diversas correntes políticas em apoio ao movimento.
Confraria verde
A lista de 22 deputados baianos que endossaram o documento inclui, fora os parlamentares mais à esquerda da Câmara, deputados da extrema-direita e da direita, como Capitão Alden (PL), João Carlos Bacelar (PL), Márcio Marinho (Republicano) e Raimundo Costa (Podemos). A frente será lançada na quarta-feira (04), durante café da manhã no restaurante do Senac instalado no Anexo IV da Casa.
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