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Relatório aponta contatos de Trump com a Rússia

No entanto, o relatório, de 448 páginas, concluiu que o presidente americano não teve envolvimento direto no conluio feito com o governo da Rússia para interferir nas eleições

[Relatório aponta contatos de Trump com a Rússia]
Foto : Shealah Craighead/Flickr/White House

Por Matheus Simoni no dia 18 de Abril de 2019 ⋅ 14:00

O procurador especial Robert Mueller apontou, em relatório divulgado hoje (18), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cobrou repetidamente ao conselheiro da Casa Branca Don McGahn que interviesse no Departamento de Justiça após a notícia de uma investigação sobre sua campanha presidencial em 2016. A medida de Trump ocorreu após o ex-diretor do FBI James Comey revelar ao Congresso uma investigação sobre a campanha do líder americano e a suposta interferência da Rússia.

Ainda segundo o relatório, Trump disse ao então procurador-geral, Jeff Sessions, que era "o fim de sua Presidência" quando Sessions disse a ele que um procurador especial estava sendo apontado para investigar as ligações entre sua campanha e a Rússia. No entanto, o relatório, de 448 páginas, concluiu que Trump não teve envolvimento direto no conluio feito com o governo da Rússia para interferir nas eleições.

Antes da publicação, o procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, fez um pronunciamento aos jornalistas confirmando que o presidente não recorreu ao seu direito de escolher pessoalmente quais trechos seriam omitidos da versão pública. Muller ainda afirmou que existiram uma série de conexões entre os russos e membros da campanha do atual presidente. No entanto, não há confirmação de crimes cometidos por ele.

De acordo com o documento, a “IRA [Agência de Pesquisa na Internet, um organismo russo conhecido como ‘uma fábrica de trolls’] utilizou contas de redes sociais e grupos de interesse para semear a discórdia no sistema político dos Estados Unidos, protagonizando aquilo a que chamou ‘guerra de informação'”. O relatório de Mueller estabeleceu o início do período em 2014, através dos russos. "A campanha evoluiu de um programa generalizado — concebido em 2014 e 2015 para minar o sistema eleitoral dos EUA — para uma operação mais concreta que, no início de 2016, se focou no combate entre o candidato Trump e a candidata Clinton", aponta o documento.
 

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