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Com persistência de protestos no Chile, Piñera endurece repressão

Presidente anunciou medidas que não incluem propostas sociais ou políticas, o que despertou fortes críticas na oposição

[Com persistência de protestos no Chile, Piñera endurece repressão]
Foto :Antofagasta Minerals / Flickr

Por Juliana Rodrigues no dia 08 de Novembro de 2019 ⋅ 09:20

Em meio aos protestos no Chile, que já duram quase três semanas, o presidente do país, Sebastián Piñera, anunciou ontem (7) uma série de medidas contra saqueadores e manifestações violentas, no âmbito de um pacote para aumentar o controle da ordem pública.

Segundo o Estadão, o chefe de Estado divulgou nove medidas para reforçar o controle da ordem pública, ao mesmo tempo em que propôs dar urgência a um projeto de lei contra manifestantes encapuzados que provoquem confusão nas ruas.

"Estamos convencidos de que essa agenda representa e constitui um aporte significativo e importante para melhorar nossa capacidade de resguardar a ordem pública", justificou Piñera, em uma mensagem no palácio presidencial.

Entre as medidas, está a apresentação de uma lei contra saques ao Congresso, que endurece a punição a esse tipo de crime. Além disso, o presidente anunciou a criação de uma equipe especial de advogados para tratar dos crimes de desordem, de um estatuto especial para a proteção de policiais e a modernização do sistema nacional de Inteligência.

Outra medida tomada por Piñera foi a convocação de uma reunião do Conselho de Segurança Nacional (Cosena), integrado pelas principais autoridades do país. No entanto, nenhuma nova proposta social ou política foi feita pelo chefe do Executivo, o que despertou fortes críticas na oposição.

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