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Comissão de Direitos Humanos registra novas mortes na Bolívia

Aumentou para pelo menos 23 o número de mortos, desde o final de outubro, início da crise social e política

[Comissão de Direitos Humanos registra novas mortes na Bolívia]
Foto : Diego VALERO

Por Danielle Campos no dia 17 de Novembro de 2019 ⋅ 13:30

Quatro pessoas morreram nesse sábado (16) em manifestações na Bolívia, de acordo com registros da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Com os novos registros, aumentou para pelo menos 23 o número de mortos, desde o final de outubro, início da crise social e política, e para 122 feridos desde a última sexta-feira (15).

O governo de transição da Bolívia disse que o decreto que isenta polícias e militares da responsabilidade criminal, quando agem em situações de necessidade e sob legítima defesa, não é uma "licença para matar" e está enquadrado na Constituição e nas leis do país. O ministro interino da Presidência, Xerxes Justiniano, disse que a medida divulgada na sexta-feira (15) "não contribui para nenhum estado de maior violência", mas é um instrumento para "contribuir para a paz social".

A CIDH acusou a regra assinada pela presidente interina Jeanine Áñez, de ignorar os padrões internacionais de direitos humanos e estimular a repressão violenta. Na última quarta-feira (14), o ex-presidente boliviano, Evo Morales, pediu que o Papa Francisco e a ONU intercedam para "pacificar" o país.


 

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