Polícia

Jornalista é espancado por policiais após fotografar ação

O editor do site Bocão News Marivaldo Filho conta ter sido espancado por policiais militares, na noite deste sábado (4), no bairro do Bonfim, em Salvador. De acordo com relato do jornalista, ele estava em uma confraternização entre amigos, quando começou uma briga em que decidiu fazer um registro fotográfico. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/ Bocão News

Por Juliana Almirante no dia 05 de Julho de 2015 ⋅ 14:28

O editor do site Bocão News Marivaldo Filho conta ter sido espancado por policiais militares, na noite deste sábado (4), no bairro do Bonfim, em Salvador. De acordo com relato do jornalista publicado no site, ele estava em uma confraternização entre amigos, quando começou uma briga em que decidiu fazer um registro fotográfico. "Durante a abordagem, os policiais tiveram uma postura a favor de um dos envolvidos na briga, que era policial, e deram início a uma sessão de espancamento contra o outro. Os policiais chegaram até a ralar o rosto do rapaz no chão.  Por conta da atitude, decidi registrar a ação”, diz.

Ao perceber que foi fotografado, um policial abordou Marivaldo para pedir que apagasse a imagem. "Tentei argumentar que não tinha porque apagar. Isso gerou uma fúria maior no policial, que me deu voz de prisão”, afirma. O jornalista declara que recebeu uma série de socos, foi golpeado com uma pedra, algemado e levado para o camburão da viatura da Polícia Militar. “Acho que o PM só parou de me bater quando viu que eu estava sangrando muito", relatou. O editor do Bocão News foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Roma pelos próprios policiais e recebeu atendimento ainda algemado.Ele levou sete pontos na cabeça e ficou com diversos hematomas.

Depois Marivaldo foi levado para a Central de Flagrantes da PM nos Barris. “Na versão deles, eles disseram que eu tinha desacatado eles. Disse que falei ‘policiais de merda’. Inventaram uma história só para defender o amigo deles”, argumenta. O jornalista promete denunciar o caso na corregedoria da Polícia Militar e ao Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba). Ele também foi ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para fazer exame de corpo de delito.

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