Polícia

Sede do PT e Propeg são alvos da Polícia Federal na capital baiana

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma nova operação, na manhã desta terça-feira (4). Em Salvador, policiais federais foram vistos, logo cedo, na sede do PT, no Rio Vermelho e também na Propeg, localizada na Avenida Sete de Setembro, na Barra. A ação, nomeada Hidra de Lerna, cumpre 16 mandados de busca e apreensão no total, na Bahia, Distro Federal e Rio de Janeiro. [Leia mais...]

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Foto : Gabriel Nascimento / Metropress

Por Camila Tíssia no dia 04 de Outubro de 2016 ⋅ 06:59

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma nova operação, na manhã desta terça-feira (4). Em Salvador, policiais federais foram vistos, logo cedo, na sede do PT, no Rio Vermelho e também na Propeg, localizada na Avenida Sete de Setembro, na Barra. A ação, nomeada Hidra de Lerna, cumpre 16 mandados de busca e apreensão no total, na Bahia, Distro Federal e Rio de Janeiro.

A Propeg foi criada na capital baiana, e é uma das maiores agências de publicidade do país. De acordo com a PF, a operação investiga um grupo criminoso responsável tanto pela possível prática de financiamento ilegal de campanhas políticas na Bahia quanto por esquemas de fraudes em licitações e contratos no Ministério das Cidades. Os mandados, em razão do foro por prerrogativa de função de investigados, foram todos deferidos pela Ministra Maria Thereza Rocha de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça.

A Hidra de Lerna, que deriva de três colaborações de investigados na Operação Acrônimo, já homologadas pela Justiça e em contínuo processo de validação pela Polícia Federal, tem como origem dois novos inquéritos em tramitação no STJ e cuja distribuição entre os ministros da corte ocorreu de forma automática. 

Em uma das linhas de investigação, a suspeita da PF é que os esquemas investigados realizassem triangulações com o objetivo de financiar ilegalmente campanhas eleitorais, para isto a empreiteira sob investigação contratava de maneira fictícia empresas do ramo de comunicação especializadas na realização de campanhas políticas, remunerando serviços prestados a partidos políticos e não à empresa do ramo de construção civil. Em outra direção a PF pretende investigar a ocorrência de fraudes em licitações e contratos no Ministério das Cidades.

O ex-ministro das Cidades e conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Mário Negromonte, também é um dos alvos da ação da Polícia Federal. A casa dele, no bairro do Alto do Itaigara, também foi investigada pela polícia. O ex-ministro das Cidades Márcio Fortes também é alvo das investigações. A

Hidra de Lerna 
Uma monstruosa figura da mitologia helênica, que ao ter a cabeça cortada ressurge com duas cabeças, a Operação Acrônimo, ao chegar a um dos líderes de uma Organização Criminosa, se deparou com uma investigação que se desdobra e exige a abertura de dois novos inquéritos. 

Propeg nega irregularidades

Em nota, a Propeg afirmou que a  Polícia Federal realizou buscas nos escritórios da agência em Salvador e Brasília, além das residências de executivos da empresa. Segundo a empresa, na ocasião, prestou-se todo o apoio à ação. 

"A Propeg tem auxiliado, por iniciativa própria, desde junho deste ano, as autoridades judiciais para esclarecer e apurar os fatos investigados. A agência antecipou-se e forneceu diversas informações, bem como prestou depoimentos espontâneos", ressalta o comunicado. 

De acordo com a agência, os fatos em apuração não possuem qualquer conexão com o Partido dos Trabalhadores, o Governador do Estado da Bahia e com a empresa OAS. "Com 50 anos de atuação, a Propeg age com correção, respeito às leis e seguindo as normas do mercado publicitário", diz a nota. 

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