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Polícia prende homem acusado de seis homicídios no Engenho Velho da Federação

Classificado como o Oito de Copas do Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública, Matheus Roberto Costa Souza, de 25 anos, mais conhecido como ʹBoca Pretaʹ, foi preso por guarnições da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar (Barbalho). [Leia mais...]

[Polícia prende homem acusado de seis homicídios no Engenho Velho da Federação]
Foto : Alberto Maraux/SSP

Por Matheus Simoni no dia 31 de Outubro de 2017 ⋅ 14:50

Classificado como o Oito de Copas do Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública, Matheus Roberto Costa Souza, de 25 anos, mais conhecido como ʹBoca Pretaʹ, foi preso por guarnições da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar (Barbalho). A operação policial aconteceu em Nazaré na última segunda-feira (30) e o suspeito foi apresentado para a imprensa nesta terça (31), no auditório do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo os investigadores, ele tem participação em, pelo menos, seis homicídios em Salvador, todos cometidos no Engenho Velho da Federação.

Haviam três mandados de prisão contra ʹBoca Pretaʹ. A polícia afirmou que os seis assassinatos foram cometidos este ano, destacando-se o quádruplo homicídio ocorrido em julho, e todos tinham ligação com o tráfico de drogas.

Os agentes confirmaram ainda que os crimes tiveram a participação de bandidos custodiados no sistema prisional. "Boca Preta faz parte de uma quadrilha alvo da ʹOperação Laginhaʹ, deflagrada no final de setembro, no Engenho Velho da Federação", destacou o titular da Delegacia de Homicídios Múltiplos do DHPP, Odair Carneiro.

Ele acrescentou que a polícia segue na busca por Eric Santos Argolo, o ʹLoirinhoʹ, e Luciano de Jesus Mota, o ʹLuciano Bengaʹ, acusados de homicídios e integrantes da quadrilha, que seguem com mandados de prisões expedidos.

O comandante da 2ª CIPM, major José Marcelo Santos Adães, contou que as guarnições do Pelotão Especial Tático Ostensivo (Peto) faziam rondas no Jardim Baiano até notarem atitude suspeita de pessoas que estavam dentro do veículo modelo Logan, placa PWI-5562.

Durante a abordagem, verificaram que se tratava de um carro pertencente ao aplicativo Uber e que Boca Preta quebrava um celular. "De imediato, os PMs informaram que os levariam para uma unidade policial, para checagem dos dados pessoais. Nesse momento, Boca Preta chamou um dos policiais e ofereceu pouco mais de R$ 1 mil para não ser conduzido", declarou o major.

O motorista do Uber e outras duas pessoas foram ouvidas e liberadas. Já o celular quebrado por Boca Preta foi encaminhado para perícia no Departamento de Polícia Técnica.

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