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Política

João Santana elogia Ciro, mas critica postura 'autodestrutiva'

Publicitário diz que DEM pode oferecer "portas escancaradas" a Bolsonaro em Salvador

[João Santana elogia Ciro, mas critica postura 'autodestrutiva']
Foto : Metropress

Por Matheus Simoni no dia 01 de Dezembro de 2020 ⋅ 11:11

O publicitário, músico e ex-marqueteiro político João Santana avaliou as chances de Ciro Gomes (PDT) disputar as eleições presidenciais de 2022 como um candidato forte para se opor ao presidente Jair Bolsonaro (Sem partido). Em entrevista Mário Kertész hoje (1º), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, ele afirmou que é necessário apostar em um perfil político capaz de bater de frente com o bolsonarismo. No entanto, ele pede uma nova postura do pedetista.

"Uma coisa que Ciro tem, que admiro e acho que tem a melhor proposta para um programa de nação, é uma coisa mercurial quase que autodestrutiva. As primeiras entrevistas de Ciro pós-eleição, pelo amor de Deus. Ele sai agredindo Flávio Dino e dando bordoada no Lula. É sinal e ele diz de uma forma eleitoral. Ele está em campanha permanente", declarou. 

"Tudo indica que, pelo grau de acirramentos e enfrentamentos nas eleições de 2022, dificilmente vá se buscar um candidato que não seja político e não tenha experiência. Se a oposição não trabalhar bem esse discurso e o Ciro, mesmo com a carga alta de agressividade nesse momento de pré-campanha, é muito mais provável que saia esse candidato. Por isso Ciro é um bom candidato, tem perfil e se ajusta. Se maneirar a agressividade e ter aquela aura divina que falei, que só ganha de Bolsonaro a pessoa arrebatada. Não vai ser um bonzinho, bonitinho e paz amor, com essa frescura, que vai ganhar de Bolsonaro. Só se ganhar no confronto, não pelo ódio, mas pela agressividade e contundência de propostas, com uma biografia bem construída. Huck não tem, mas Ciro tem. Mas a eleição de 22 vai ser imprevisível", acrescentou.

Ainda segundo João Santana, a estratégia adotada pelo PT em Salvador foi equivocada, o que culminou no fracasso da candidata Major Denice (PT) à prefeitura de Salvador. "O PT da Bahia não tinha como. Major Denice tenho o meu maior respeito, mas não conhecia. Todo mundo fala muito bem, mas não era uma candidata. Foi uma candidata escolhida a dedo e de uma forma racional. A Bahia é preta, vamos colocar uma preta. A ordem identitária, vamos colocar uma mulher. A questão da segurança, vamos colocar uma mulher. A questão foi tão lógica que não se percebeu conteúdos inconscientes para o eleitor. Teve um desempenho pífio o PT na capital e se repetiu essa tragédia em cidades médias. O governador está preservado, a imagem dele é muito boa, mas ele não conseguiu fazer um jogo de transferência mais simples, que é do governo para município", acrescentou. 

Ainda de acordo com o publicitário, ainda é cedo para afirmar que o presidente Jair Bolsonaro está isolado após os resultados municipais das eleições. Ele avaliou que presidente tem espaço para se aproximar dos prefeitos eleitos de Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. "Aqui há uma porta escancarada, por Bruno Reis, via o DEM, porque Salvador vai precisar da ajuda dele. A entrevista de ACM Neto foi muito inteligente, é um líder muito inteligente. Mas de vez em quando diz coisas paradoxais, como aquela coisa de Bolsonaro sem extremos. Mas não existe Bolsonaro sem extremos. Só vai existir enquanto for extremo", disse o marqueteiro. 

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