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Política

Ilona Szabó aponta ‘apatia’ em reação da sociedade a ataques á democracia

Para Ilona, a sociedade precisa agir enquanto há tempo

[Ilona Szabó aponta ‘apatia’ em reação da sociedade a ataques á democracia]
Foto : Divulgação

Por Alexandre Galvão no dia 03 de Dezembro de 2020 ⋅ 13:51

Diretora-executiva do Instituto Igarapé, Ilona Szabó criticou a apatia da sociedade frente aos constantes ataques contra a democracia. Hoje, em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, a cientista política disse que nem mesmo as instituições estão respondendo às injúrias contra o sistema democrático. 

“Me preocupa muito. Há movimentos de resistência, mas concentrado em quem tem sofrido os ataques. Nem as instituições da República estão em defesa desses segmentos, quando vemos nomeações para órgão importantes... se você pensar que o ministro do Meio Ambienta é anti agenda ambiental, o ministro das Relações Exteriores colocando a gente numa questão complicada. É algo tão trágico que você não vê subversão contra isso. As instituições não estão funcionando. Há uma perseguição dos funcionários que não são alinhados e isso temos, observando o conjunto da obra, andado muito rápido nessa erosão democrática. O que conseguimos ver de destruição e perda de participação, é algo impensável. Você ver um governo negando o racismo, num país que não fez o que tinha que fazer, a gente está anestesiado, são muitas questão que precisamos vencer, inclusive essa polarização”, apontou. 

Para Ilona, a sociedade precisa agir enquanto há tempo. “Querem que a gente fique perdido nesse ruído da polarização para fazer frente. O que venho chamar atenção é que o momento de união de quem tem princípios comuns, algo que nos vincula, para que a gente possa fazer um anteparo. Quando a gente olha países que deram passos na desconstrução democrática, há sinais claros. Se não tivemos capacidade de agir, podemos estar numa situação mais grave”. 

A especialista aponta ainda uma “estratégia” dos ataques contra pessoas que são vozes dissonantes das majoritárias. “A esfera virtual é só o primeiro momento. Quando você vira um alvo, tem também muita repercussão na vida profissional e até pessoal. Tem uma estratégia de destruição das pessoas, das reputações, de calar vozes dissonantes de uma forma ou de outra. Há uma escalada de estratégias. A ascensão de líderes populistas e autoritários está acontecendo na Hungria, Polônia, Filipinas, nos EUA, há um padrão, um método usado por esse tipo de liderança para encerrar a conversa”. 

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