
Política
Desembargadora solicita ao STJ a volta de Crivella, prefeito afastado do Rio, ao presídio
Decisão anterior do STJ trocou prisão preventiva de Crivella para domiciliar, após menos de 24 horas da sua entrada na cadeia

Foto: Bruna Prado / AP
A desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita, que determinou a prisão do prefeito afastado do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, encaminhou um documento ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), com a solicitação de que o acusado por corrupção volte para a cadeia.
Uma decisão do STJ trocou a prisão preventiva de Crivella para domiciliar, após menos de 24 horas da sua entrada no presídio. O pedido da defesa do prefeito afastado foi acatado com o argumento de que ele faz parte do grupo de risco do coronavírus, por conta da sua idade. A desembargadora afirma que não existe nenhum caso de contaminação pelo vírus na penitenciária onde ele ficaria preso, por isso não há risco à sua integridade física.
O ofício, mandado ao presidente do STJ, o ministro Humberto Martins, explica, através de informações sobre o caso, porque o prefeito afastado deve voltar à prisão. A desembargadora afirma que as provas contra Crivella são abundantes e que há muitos indícios do seu envolvimento no esquema de corrupção.
Alguns dos exemplos citados por Rosa Helena são a troca de mensagens sobre a partilha de propinas e exigências do retorno do investimento feito, que seria uma alusão ao dinheiro utilizado na sua campanha eleitoral. Além disso, lembra que Crivella entregou à Justiça um aparelho celular de outra pessoa afirmando ser o dele. De acordo ela, essa ação reforça a autoria dos crimes, além da intenção de atrapalhar a obtenção de provas contra ele.
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