Terça-feira, 28 de setembro de 2021

Política

Prefeito de Jacobina dispensa privilégios: 'Empregado da população'

Primeiro decreto da gestão de Tiago Dias reduziu salário; gestor pregou governo atuando ao lado da população

Prefeito de Jacobina dispensa privilégios: 'Empregado da população'

Foto: Metropress

Por: Matheus Simoni no dia 11 de janeiro de 2021 às 13:00

O prefeito de Jacobina, Tiago Dias (PCdoB), comentou a iniciativa de cortar os próprios benefícios ao assumir a gestão municipal. Desde que tomou posse na Prefeitura de Jacobina, ele renunciou ao salário de cerca de R$ 15 mil e irá receber, até dezembro, somente um salário mínimo. Segundo o prefeito, a gestão dele se baseia em um olhar de quem veio das comunidades mais carentes da cidade.

"O Brasil não começa de Brasília para Cachoeira dos Altos. Começa de Cachoeira dos Altos para Brasília. Foi quando eu me coloquei à disposição da associação de minha comunidade. Foi quando eu compreendi e refleti que deveria ser o instrumento de transformação do local onde eu estava vivendo", afirmou Tiago, em entrevista a Mário Kertész na Rádio Metrópole hoje (11).  

Ainda de acordo com o prefeito, a gestão é baseada no diálogo e que não pretende mudar seu estilo de fazer política após eleito. "Nossa secretária da educação foi escolhida pelos servidores da educação. Abrimos o diálogo com a APLB e conduziu todo esse processo. As pessoas se candidataram. Os servidores e servidoras votaram e foi eleita pelos servidores. As minhas filhas sempre estudaram em escola pública e vão continuar. Tomei essa decisão de reduzir os salários no dia 8 de outubro de 2018, quando lançamos a pré-candidatura. Não comentem com ninguém, nem com minha mãe, para não parecer ser oportunismo, demagogo e apelativo. Ganhamos a eleição e eu tinha esse entendimento", declarou.

"Eu só tenho que agradecer de estar prefeito e mostrar que prefeito não é melhor de ninguém. Simplesmente é o empregado da população, que é sofrida, paga tanto imposto e o retorno é tão pouco. A gente precisa dar esses exemplos e cortar na própria carne. É fácil dizer que vai governar pelo povo e com o povo, mas com salário de R$ 16 mil. Aí é fácil. Governar com o povo, para o povo, mas recebendo o que o povo não recebe", acrescentou.

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