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CPI ouve nesta terça militar que teria levado "vendedores paralelos" de vacina ao governo

Política

CPI ouve nesta terça militar que teria levado "vendedores paralelos" de vacina ao governo

Coronel Helcio Bruno é presidente do Instituto Força Brasil, que não tem relação com a área de saúde

CPI ouve nesta terça militar que teria levado "vendedores paralelos" de vacina ao governo

Foto: Reprodução / YouTube

Por: Metro1 no dia 10 de agosto de 2021 às 07:44

A CPI da Covid ouve nesta terça-feira (9) o coronel da reserva Helcio Bruno de Almeida. O militar é presidente do Instituto Força Brasil (IFB), uma instituição conservadora que se define como “pró-vida”, “pró-família”, “pró-armas” e “pró-liberdade”. A entidade não tem relação com a área de saúde.

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia concedeu a Hélcio o direito de ficar em silêncio e não produzir provas contra si mesmo, após a defesa dele entrar com pedido de habeas corpus no tribunal. O militar deverá, no entanto, responder aos demais questionamentos. O pedido para que Hélcio pudesse faltar ao depoimento foi negado.

Em diversos depoimentos prestados à CPI, Helcio Bruno foi apontado como a pessoa que levou a uma reunião no Ministério da Saúde supostos vendedores de vacinas – embora eles nunca tenham apresentado provas de que tinham credenciais para comercializar o imunizante.

Helcio teria sido responsável por abrir as portas da pasta para um encontro com o então-secretário executivo do ministério, Elcio Franco, e três supostos intermediários de uma empresa americana que venderia as doses.

Participaram do encontro o reverendo Amilton Gomes de Paula, o policial militar Luiz Paulo Dominghetti e o vendedor Cristiano Carvalho. Eles se diziam representantes da Davati Medical Supply, empresa que oferecia 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca em meio à escassez mundial de imunizantes contra a Covid-19. O encontro no ministério aconteceu em 12 de março deste ano.

A CPI investiga a influência de Helcio Bruno dentro do governo e a relação existente entre ele e o também coronel da reserva Elcio Franco – então número 2 do Ministério da Saúde e responsável pelas negociações e aquisições de vacinas.