
Política
CPI ouve nesta terça militar que teria levado "vendedores paralelos" de vacina ao governo
Coronel Helcio Bruno é presidente do Instituto Força Brasil, que não tem relação com a área de saúde

Foto: Reprodução / YouTube
A CPI da Covid ouve nesta terça-feira (9) o coronel da reserva Helcio Bruno de Almeida. O militar é presidente do Instituto Força Brasil (IFB), uma instituição conservadora que se define como “pró-vida”, “pró-família”, “pró-armas” e “pró-liberdade”. A entidade não tem relação com a área de saúde.
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia concedeu a Hélcio o direito de ficar em silêncio e não produzir provas contra si mesmo, após a defesa dele entrar com pedido de habeas corpus no tribunal. O militar deverá, no entanto, responder aos demais questionamentos. O pedido para que Hélcio pudesse faltar ao depoimento foi negado.
Em diversos depoimentos prestados à CPI, Helcio Bruno foi apontado como a pessoa que levou a uma reunião no Ministério da Saúde supostos vendedores de vacinas – embora eles nunca tenham apresentado provas de que tinham credenciais para comercializar o imunizante.
Helcio teria sido responsável por abrir as portas da pasta para um encontro com o então-secretário executivo do ministério, Elcio Franco, e três supostos intermediários de uma empresa americana que venderia as doses.
Participaram do encontro o reverendo Amilton Gomes de Paula, o policial militar Luiz Paulo Dominghetti e o vendedor Cristiano Carvalho. Eles se diziam representantes da Davati Medical Supply, empresa que oferecia 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca em meio à escassez mundial de imunizantes contra a Covid-19. O encontro no ministério aconteceu em 12 de março deste ano.
A CPI investiga a influência de Helcio Bruno dentro do governo e a relação existente entre ele e o também coronel da reserva Elcio Franco – então número 2 do Ministério da Saúde e responsável pelas negociações e aquisições de vacinas.
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.

