
Política
ACM Neto procura Alckmin e cita possível fusão com PSL para atrair tucano ao DEM, diz jornal
Segundo aliados, após receber ligação do ex-prefeito de Salvador, o ex-governador de SP ficou animado com a proposta

Foto: Divulgação/Democratas
O ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto, ligou na semana passada para o ex-governador Geraldo Alckmin e o pediu que espere o resultado de uma possível fusão do seu partido com o PSL antes de decidir sua futura filiação. De saída do PSDB, Alckmin trabalha para ser candidato novamente ao Palácio dos Bandeirantes no ano que vem e vinha negociando a entrada no PSD de Gilberto Kassab. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Segundo a publicação, depois de ensaiar uma aproximação com o MDB, o PSL reavaliou sua estratégia e avançou nas tratativas para fse unir ao DEM com o propósito de criar um “super partido” para disputar as eleições de 2022. Liderado pelo deputado Luciano Bivar (PE), o PSL deixou de ser nanico e alcançou a segunda maior bancada da Câmara em 2018 (52 deputados federais) na esteira da eleição do presidente Jair Bolsonaro em 2018 – Bivar depois rompeu com o chefe do Executivo.
Conforme noticiou o Estadão, já em outubro de 2019 a cúpula do DEM articulava com o grupo político ligado a Bivar uma possível fusão entre os dois partidos.
Segundo aliados, após a conversa com ACM Neto, Alckmin ficou animado com a proposta, mas quer antes o aval de Kassab. “A criação desse novo partido deve ser considerada uma opção, mas isso não significa que vamos nos distanciar do PSD e do PSB”, disse o ex-deputado Floriano Pesaro, um dos coordenadores políticos do ex-governador. Essa operação, porém, exigiria um expurgo da ala que hoje comanda o DEM paulista e é ligada ao governador João Doria (PSDB), que vai apoiar seu vice, Rodrigo Garcia (PSDB), para o governo.
Ainda conforme o jornal paulista, na avaliação reservada de integrantes do DEM e do PSL, a junção beneficiaria a ambos: o PSL tem dinheiro e tempo de TV, mas não conta com quadros fortes para eleger uma bancada do mesmo tamanho no ano que vem, enquanto o DEM tem puxadores de voto e uma estrutura forte nos Estados, mas poucos recursos em caixa. A fusão ainda enfrenta resistências no DEM. Procurado, ACM Neto não quis se manifestar.
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