Quinta-feira, 30 de junho de 2022

Política

CPI ouve nesta quinta empresário suspeito de envolvimento no caso Covaxin

Danilo Trento teria viajado com diretor da Precisa Medicamentos à Índia para negociar testes e vacinas

CPI ouve nesta quinta empresário suspeito de envolvimento no caso Covaxin

Foto: Pedro França/Agência Senado

Por: Metro1 no dia 23 de setembro de 2021 às 09:10

A CPI da Covid ouve nesta quinta-feira (23) o empresário Danilo Trento, suspeito de ter participado das negociações para a compra de testes e da vacina indiana Covaxin, cuja contratação foi intermediada pela Precisa Medicamentos.

A pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a comissão tomará o depoimento de Trento para  esclarecer, entre outros fatos, qual o grau de envolvimento dele com Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, empresa que representou a indiana Bharat Biotech, fabricante da Covaxin no contrato para compra dos imunizantes pelo Ministério da Saúde. Trento comparecerá à comissão protegido por um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Luis Roberto Barroso na noite desta quarta-feira (22).

Conforme o senador, Danilo Trento é sócio da empresa Primarcial Holding e Participações, com sede em São Paulo e no mesmo endereço da empresa Primares Holding e Participações, cujo sócio é Francisco Maximiano.

"Recebemos também informações de que Danilo e Maximiano viajaram juntos à Índia para as negociações em torno dos testes de covid e da vacina Covaxin", explicou po aparlamenter em seu requerimento.

Alguns senadores acreditam ainda que Danilo Trento tenha relações comerciais com o suposto dono da FIB Bank, Marcos Tolentino. A FIB Bank foi a empresa escolhida pela Precisa para oferecer garantia no contrato de compra da vacina. Apesar do nome, não se trata de um banco e, pelas investigações, a instituição não teria condições mínimas de arcar com a garantia oferecida. 

A intenção do Ministério da Saúde era comprar 20 milhões de doses da Covaxin do laboratório indiano Bharat Biotech, mas em 29 de julho o contrato foi definitivamente cancelado, após as denúncias de irregularidades apresentadas à CPI pelo deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) e seu irmão Luís Ricardo, que é funcionário do Ministério da Saúde. Com isso, o pagamento não chegou a ser efetivado pelo governo. 

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