Política
CPI do Crime Organizado quebra sigilo de fundo que comprou fatia de empresa de Toffoli em resort

Operações coincidem com as datas em que Ana Cristina Valle vendeu um conjunto de cinco terrenos em 2011

Foto: Reginaldo Teixeira/Reprodução/Facebook
Uma reportagem da colunista Juliana Dal Piva, do portal UOL, informa que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificou duas movimentações suspeitas na conta da advogada Ana Cristina Valle, segunda mulher do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo a publicação, as operações coincidem com as datas em que ela vendeu um conjunto de cinco terrenos em 2011. O Coaf apurou ao menos dois depósitos em espécie que totalizaram R$ 532,2 mil.
A coluna diz ter acessado escrituras da venda dos terrenos que mostram que os valores do negócio foram, inclusive, superiores a esse montante em dinheiro vivo verificado nos depósitos. Ela é investigada pelo MP-RJ junto com o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) pelo período em que foi chefe de gabinete do ex-enteado (2001 a 2008). O promotor Alexandre Murilo Graça, da 3ª PIP (Promotoria de Investigação Penal), apura a existência de um esquema de rachadinha e da nomeação de "funcionários fantasmas" no gabinete do "02".
No pedido de quebra de sigilo bancário feito pelo MP, os promotores informaram que o Coaf produziu relatórios a partir da identificação de duas movimentações suspeitas. A primeira foi um depósito de R$ 191,1 mil em dinheiro vivo feito pela própria Ana Cristina em uma conta dela no dia 18 de março de 2011.
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