Quarta-feira, 08 de dezembro de 2021

Política

Relatório final da CPI provoca racha entre senadores

Omar Aziz diz que Renan Calheiros deve manter tudo aquilo que vazou; outros senadores tentam mudar parecer antes de leitura

Relatório final da CPI provoca racha entre senadores

Foto: Perdro França / Agencia Senado

Por: Metro1 no dia 18 de outubro de 2021 às 20:24

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) acabou isolado por colegas e foi acusado de vazar trechos do relatório final da CPI da Covid, às vésperas de apresentar formalmente o parecer final.  

Uma parte dos senadores atua para convencê-lo a retirar partes alvo de divergência do texto, segundo infromações da Folha de São Paulo. Caso o relator não ceda, congressistas avaliam apresentar emendas.

O incômodo com Renan foi geral no chamado G7, grupo de sete senadores majoritário da CPI. O relator chegou a ser chamado de traidor pela suspeita de ter feito uma jogada política para expor trechos do texto e encurralar colegas que quisessem mudá-los.

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), não quer mais conversas a portas fechadas sobre o relatório e afirmou nesta segunda-feira (18) que Renan deve manter "tudo aquilo que vazou".

Outra ala, porém, ainda busca consenso. Mesmo sem reuniões do G7 previstas, senadores querem conversar individualmente com Renan.

Há intenção de convencer o relator a mudar o texto antes de quarta-feira (20), mas a tendência é focar atenções na apresentação de emendas e sugestões após a apresentação à CPI.

Os senadores Humberto Costa (PT-PE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), por exemplo, são parte da ala que quer se reunir para discutir o teor do parecer e evitar que ele seja colocado em votação sem consenso.

O objetivo é evitar um fim traumático, com clima de guerra entre os senadores, em uma comissão que teve ampla repercussão e cuja maioria dos integrantes ditou o rumo dos trabalhos.

O texto atribui 11 crimes ao presidente, entre eles o de homicídio. Além disso, Renan propõe 17 projetos de lei ou mudança na Constituição, que incluem definir crime para punir a disseminação de fake news, hoje inexistente.

 

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