Política

Defesa de Lula pede para que seja dispensado novo depoimento à Zelotes

Foi apresentado nesta sexta-feira (22), pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante audiência da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, o pedido para que a defesa de um dos réus da Operação Zelotes, o lobita Alexandre Paes dos Santos, desista de existir depoimento do petista na ação penal que investiga venda de medidas provisórias. A data para o depoimento está marcada para a próxima segunda-feira (25), em Brasília. Os advogados do ex-presidente alegam que ele já esclareceu tudo o que sabia no depoimento anterior, na Polícia Federal. [Leia mais...]

[Defesa de Lula pede para que seja dispensado novo depoimento à Zelotes]
Foto : Michel Filho / Agência O Globo

Por Jessica Galvão no dia 22 de Janeiro de 2016 ⋅ 15:21

Foi apresentado nesta sexta-feira (22), pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante audiência da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, o pedido para que a defesa de um dos réus da Operação Zelotes, o lobita Alexandre Paes dos Santos, desista de existir depoimento do petista na ação penal que investiga venda de medidas provisórias. A data para o depoimento está marcada para a próxima segunda-feira (25), em Brasília. Os advogados do ex-presidente alegam que ele já esclareceu tudo o que sabia no depoimento anterior, na Polícia Federal.

O lobista teria atuado de forma ilegal para aprovar a medida provisória (MP 471 de 2009) que prorrogou por cinco anos os benefícios tributários para o setor automotivo. A primeira audiência para ouvir as testemunhas indicadas pelos réus estava marcada para hoje (22), mas foi adiada. O juiz Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, adiou os depoimentos porque Fernando César de Moreira Mesquita, denunciado na ação, não foi intimado.

O advogado Marcelo Leal, que representa o réu Alexandre Paes dos Santos, disse que analisaria o depoimento dado por Lula para decidir se o dispensa ou não. “Se a acusação contra o meu cliente é de compra e venda de uma MP editada no governo Lula, e se a lei diz que a edição de medida provisória é prerrogativa do presidente da República, é natural que a defesa queira ouvi-lo”, afirmou.

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