
Política
Sem PP, bancada da oposição na AL-BA míngua e deve ficar apenas com 19 deputados
Não serão só os deputados que devem migrar para a base governista; prefeitos também estão na mira dos partidos alinhados a Jerônimo Rodrigues

Foto: Vaner Casaes / ALBA
Com a decisão dos deputados do PP de apoiar o governo de Jerônimo Rodrigues (PT), a bancada da minoria na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) minguou e terá apenas 19 parlamentares que realmente devem fazer oposição ao petista.
O número não é suficiente sequer para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que precisa de 21 assinaturas no mínimo. Devem fazer oposição a Jerônimo: Marcinho Oliveira, Pedro Tavares, Katia Oliveira, Marcelinho Veiga, Alan Sanches, Sandro Régis, Luciano Simões, Manuel Rocha, Robinho e Júnior Nascimento, todos do União Brasil; Samuel Júnior, Jurailton Santos e José de Arimateia, dos Republicanos; Tiago Correia, Jordavio Ramos e Pablo Roberto, do PSDB; e Vitor Azevedo, Leandro de Jesus e Dr. Diego Castro, do PL.
O deputado Raimundinho da JR, embora seja do PL, já estaria em negociação com o governo petista. O Solidariedade, que elegeu dois parlamentares e apoiou ACM Neto (União) na disputa ao governo estadual, também articula para integrar a base de Jerônimo Rodrigues.
Os seis parlamentares do PP anunciaram nesta terça-feira (31) apoio ao governador petista. Patriotas e PSC, que estiveram com ACM Neto no primeiro turno, migraram para a base petista ainda na segunda etapa da eleição.
Não serão só os deputados que devem migrar para a base governista. Prefeitos também estão na mira dos partidos alinhados a Jerônimo. Em entrevista ao podcast MetroPod na última segunda-feira (30), o vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB), disse que, pelo menos, oito prefeitos filiados à oposição vão passar a integrar os quadros do MDB nos próximos dois meses.
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