Política
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Em uma troca de mensagens, o tenente-coronel Mauro Cid afirmou que o ex-mandatário havia pedido que o caso ficasse em "reserva absoluta"

Foto: Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil
A quebra de sigilo de um assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) revelou que, no dia 15 de maio de 2021, o ex-mandatário fez um teste de Covid-19 após participar de uma aglomeração com apoiadores e sentir sintomas da doença. Na troca de mensagens, também foi dito que Bolsonaro havia solicitado confidência sobre o caso.
"No exame comparativo, ele está com o pulmão com 10% comprometido. Mas está bem.... dormiu a noite toda, das 21h às 5h30. Oxigenação 97! Zeitoune [médico da Presidência] acha que é COVID... Pr não quer fazer exame", escreveu o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, para o então chefe do gabinete pessoal da Presidência, Célio Faria.
Pouco tempo depois, Faria também foi avisado por Cid que o ex-mandatário havia aceitado fazer a testagem, mas que tinha pedido "reserva absoluta" sobre o assunto. No mesmo dia, o ex-ajudante de ordens afirmou na conversa que o então presidente testou negativo para Covid-19.
Outro assunto revelado durante a troca de mensagens foi que Bolsonaro supostamente teve um encontro sigiloso com o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Horbach, dias antes de um julgamento que definia se ele e seu vice, o senador Hamilton Mourão (Republicanos), deviam ser cassados por participação em um esquema de disseminação de fake news. Até o momento, nenhum dos envolvidos se poscionaram publicamente a respeito do ocorrido.
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