
Política
Presidente da CPI do 8 de janeiro, Arthur Maia diz que "não tem investigado de estimação"
Deputado baiano disse que será imparcial na condução dos trabalhos

Foto: José Cruz/Agência Brasil
O deputado baiano Arthur Maia (União), que está como presidente da CPI do 8 de janeiro, disse, em entrevista ao GLOBO, que será imparcial na condução dos trabalhos, e que é independente do governo Lula (PT).
O parlamentar foi questionado sobre uma possível participação de Jair Bolsonaro e afirmou que não tem político de estimação.
"Tem dois pontos que vão nortear a minha presidência. A primeira delas é que não vou sequer pautar, não vou dar nenhum crédito a pessoas que queiram utilizar a CPI de maneira política para fins eleitorais. O segundo ponto é que não tenho investigado de estimação. Se houver indícios contra qualquer pessoa que seja, eu colocarei o requerimento em pauta e o plenário decidirá se vai aprovar ou não", disse.
Na visão dele, a CPI pode "contribuir com a transparência", para além do trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF).
"É um caso muito sério, uma acusação de que aconteceu uma tentativa de golpe de Estado, com o propósito de interromper o estado democrático de direito. Não é uma questão judicial, uma investigação policial como qualquer outra, é um assunto que diz respeito a todo o povo brasileiro. Em uma Comissão Parlamentar de Inquérito, os depoimentos são públicos, os documentos vão ser expostos, não haverá sigilos e as pessoas poderão acompanhar e formar juízo de valor do que de fato aconteceu", disse ainda.
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