
Política
Comandante do Exército barra indicação de coronel que trocou mensagens com Cid
Jean Lawand Júnior iria assumir cargo em Washington, mas Exército entende que ele deveria responder às acusações primeiro

Foto: Joedson Alves/Agência Brasil
O Exército barrou o nome de Jean Lawand Júnior para o cargo de adjunto militar em Washington. O ato ocorre após a Polícia Federal revelar a conversa golpista entre o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, o coronel Mauro Cid, e Lawand.
Segundo apuração da Revista Veja, o comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, entendeu que Lawand deveria permanecer no Brasil para responder aos inquéritos dos atos de oito de janeiro.
No aparelho telefônico de Cid foram encontrados um roteiro para que o então presidente Jair Bolsonaro (PL) promovesse um golpe. Já Lawand respondia, ao ajudante de ordens, que Bolsonaro deveria “dar a ordem” para que as Forças Armadas agissem.
“Cidão (Mauro Cid), pelo amor de Deus, cara. Ele dê a ordem, que o povo está com ele (...). Acaba o Exército Brasileiro se esses caras não cumprirem a ordem do comandante supremo”, afirmou Lawand em uma das mensagens.
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