Terça-feira, 14 de abril de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Política

/

Em depoimento à CPMI do 8 de janeiro, Naime diz que "quase foi agredido" por soldado do GSI

Política

Em depoimento à CPMI do 8 de janeiro, Naime diz que "quase foi agredido" por soldado do GSI

A declaração foi dada nesta segunda-feira (26), durante a oitiva do comandante do Departamento de Operações da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF)

Em depoimento à CPMI do 8 de janeiro, Naime diz que "quase foi agredido" por soldado do GSI

Foto: Rinaldo Morelli/CLDF

Por: Metro1 no dia 26 de junho de 2023 às 17:28

Atualizado: no dia 26 de junho de 2023 às 17:41

O coronel Jorge Eduardo Naime afirmou, nesta segunda-feira (26), que ao tentar se aproximar de extremistas para entender o que estava acontecendo durante a tentativa de invasão na sede da Polícia Federal (PF), no dia 12 de dezembro de 2022, ele foi impedido pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e “quase agredido” por um soldado.

“Eu me desloquei para ver o que estava acontecendo e acessei a área que todas as pessoas estavam acessando. Estava devidamente fardado, com viatura caracterizada, acompanhado de um patrulheiro. Fui impedido pelo GSI de entrar, um soldado do GSI chegou quase a me agredir, tocou em mim, bateu no meu peito. Já veio de imediato uma equipe do GSI acompanhada de vários manifestantes, que proferiram várias palavras de baixo calão contra minha pessoa”, relatou o militar.

A declaração de Naime foi feita durante depoimento concedido à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro. Na época dos ataques, o coronel era comandante do Departamento de Operações da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), mas deixou de ocupar o cargo e está preso devido à suspeita de negligência em sua atuação nos atos golpistas, assim como possível envolvimento nos eventos.

Depois de ser convocado a depor, Naime havia apresentado um atestado médico à comissão, informando que não poderia comparecer ao momento devido a depressão. No entanto, ele voltou atrás e depôs nesta segunda, justificando a decisão durante a oitiva.

“Quando a gente está preso, qualquer situação que a gente sofre na nossa rotina acarreta alterações mentais. O médico me consultou ontem, onde me encontro detido, e hoje a intenção é que essa minha rotina não fosse alterada porque isso acarreta na minha condição de saúde mental. Mas eu já havia sido conduzido para o Congresso, já estava aqui e como não tenho nada que não possa declarar perante a essa comissão, eu espontaneamente decidi vir, mesmo não estando na minha melhor performance emocional”, argumentou Naime.