Política

MK lembra orçamento de R$ 500 mi da Assembleia: “Povo não aguenta mais”

Durante viagem ao estado do Arizona, nos Estados Unidos, Mário Kertész comentou, nesta segunda-feira (14), as irregularidades da política baiana e os desdobramentos causados pelas manifestações do último domingo (13), quando parte da população foi as ruas pedir a saída do governo do Partido dos Trabalhadores e da presidente Dilma Rousseff (PT) do poder. [Leia mais...]

[MK lembra orçamento de R$ 500 mi da Assembleia: “Povo não aguenta mais”]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira no dia 14 de Março de 2016 ⋅ 15:56

Durante viagem ao estado do Arizona, nos Estados Unidos, Mário Kertész comentou, nesta segunda-feira (14), as irregularidades da política baiana e os desdobramentos causados pelas manifestações do último domingo (13), quando parte da população foi as ruas pedir a saída do governo do Partido dos Trabalhadores e da presidente Dilma Rousseff (PT) do poder.

Lembrando o orçamento de pomposos R$ 500 milhões da Assembleia Legislativa da Bahia, MK lembrou a aprovação da criação de cargos e benefícios que podem aumentar os gastos da Casa em até R$ 1 milhão, como denunciou o Jornal da Metrópole. “Assim como o povo foi ontem para as ruas dizer que não aceita mais isso, que os políticos tem cortar na carne, mas não é o cortar na carne que Marcelo Nilo diz tão enganosamente. O povo não aguenta mais. Eu não acredito em quase nada do que Marcelo Nilo diz. O dia que a gente conseguir fazer uma radiografia completa da Assembleia, muitos cairão. E nós iremos economizar muito dinheiro do nosso estado. R$ 500 milhões por ano é um absurdo. A primeira coisa que deveria fazer é cortar na metade esse orçamento administrado pela caneta de Marcelo Nilo. Por isso que ele dizia que ele não queria ser vice-governador, porque a caneta não tinha tinta, a dele tem R$ 500 milhões em tinta”, lembra MK.

Sobre a afirmação do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, que minimizou os protestos e relacionou a revolta popular com a crise financeira, Mário pediu bom senso. “Inequívoco pedido do povo. Eu vejo meu amigo Jaques Wagner dizer que foram manifestações produzidas e segmentadas. Pelo amor de Deus. Seis milhões de brasileiros nas ruas pedindo mudança, mais que na época do Diretas Já e o pessoal se agarrando em um governo que está caindo, esfarelado. É claro, ninguém pense que eles vão entregar o governo fácil, o tal projeto do PT que a gente sempre ouvia Lula e Wagner falarem, Dilma nem tanto, porque eu acho que Dilma nunca foi petista realmente. Projeto PT é o projeto de poder, ficar o máximo possível no poder”, disse.

Segundo Mário, a população precisa de respostas imediatas. “Nós temos que ter respostas institucionais. Nada de querer na marra, nem com golpe. Tem que ser através da Justiça e do Congresso Nacional. O país está paralisado em termos de governo (...) vamos ficar esperando o que? Lula ser ministro para salvar a pátria ou salvar o dele?”, concluiu.

Ouça o comentário completo:

Notícias relacionadas

[Doria diz que Bolsonaro precisa trabalhar mais e tuitar menos]
Política

Doria diz que Bolsonaro precisa trabalhar mais e tuitar menos

Por Juliana Rodrigues no dia 20 de Setembro de 2019 ⋅ 10:40 em Política

Nova provocação entre os potenciais adversários nas eleições presidenciais de 2022 acontece em meio ao anúncio de investimentos da montadora Toyota em São Paulo