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Anderson Torres diz que "minuta do golpe" era uma "aberração" sem "validade jurídica"

Política

Anderson Torres diz que "minuta do golpe" era uma "aberração" sem "validade jurídica"

Declaração foi dada durante depoimento de Torres à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro

Anderson Torres diz que "minuta do golpe" era uma "aberração" sem "validade jurídica"

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 08 de agosto de 2023 às 13:00

Atualizado: no dia 08 de agosto de 2023 às 15:05

O ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e ministro da Justiça no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Anderson Torres, declarou, nesta terça-feira (8), que a "minuta do golpe" encontrada em seu apartamento era um documento "fantasioso", e uma "aberração" sem "validade jurídica".

A declaração foi dada durante seu depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro. Durante busca e apreensão na casa de Torres, realizada pela Polícia Federal, foi encontrado um documento que decretava intervenção contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Anderson Torres afirmou que por “sobrecarga de trabalho” costumava levar pasta de documentos que recebia no ministério para casa. “Os documentos importantes eram despachados e retornavam ao ministério, sendo os demais descartados. Um desses documentos deixados para descarte foi o texto chamado de minuta do golpe. Basta uma breve leitura para que se perceba ser imprestável para qualquer fim. Este papel não foi para o lixo por mero descuido. Não sei quem entregou este documento apócrifo e desconheço as circunstâncias em que foi produzido”, declarou. 

Torres disse ainda que quando ele exercia o cargo de secretário, até o dia 6, à noite – dois dias antes dos ataques golpistas –, não teve “qualquer informação oficial indicando que haveria ações radicais no dia 8 de janeiro”.