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Cúpula da Amazônia cobra financiamento de países ricos e critica “discriminação arbitrária”

Política

Cúpula da Amazônia cobra financiamento de países ricos e critica “discriminação arbitrária”

O Comunicado Conjunto dos Países Florestais foi assinado, nesta quarta-feira (9), pelas lideranças presentes no evento

Cúpula da Amazônia cobra financiamento de países ricos e critica “discriminação arbitrária”

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Por: Metro1 no dia 09 de agosto de 2023 às 16:33

Durante o segundo dia de realização da Cúpula da Amazônia, nesta quarta-feira (9), um comunicado conjunto foi assinado pelas lideranças que participaram do encontro, em nome dos países conhecidos como florestais, são eles: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Indonésia, Peru, República Democrática do Congo, República do Congo, São Vicente e Granadinas, Suriname e Venezuela.

O Comunicado Conjunto dos Países Florestais cobra uma postura mais assertiva de países ricos por compromissos de financiamento, relembrando o Marco Global para a Biodiversidade de Kunming-Montreal, acordo firmado em dezembro de 2022, durante a COP-15.        

O acordo em questão estabelece a responsabilidade de colaboração em um financiamento climático de “US$ 200 bilhões por ano, até 2030,para a implementação dos planos de ação e estratégias nacionais de biodiversidade, por meio da provisão de recursos financeiros novos, adicionais, previsíveis e adequados”. 

Discriminação 

Outro ponto apresentado pelo documento foi a “discriminação arbitrária ou injustificável” por com aíses florestais, como “uma restrição disfarçada ao comércio internacional”. O tópico tem sido abordado de forma recorrente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em razão das exigências ambientais estabelecidas pela União Europeia como condição para que um acordo seja fechado entre o bloco e o Mercosul.

“Observando que a cooperação internacional é a via mais eficaz para apoiar nosso compromisso soberano de redução das causas do desmatamento e da degradação florestal, condenamos a adoção de medidas para combater as mudanças climáticas e proteger o meio ambiente, incluindo as medidas unilaterais, que constituam um meio de discriminação arbitrária ou injustificável, ou uma restrição disfarçada ao comércio internacional”, diz um trecho do documento.