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Gonçalves Dias admite à CPMI que fez avaliação errada diante de ataques no 8 de janeiro

Política

Gonçalves Dias admite à CPMI que fez avaliação errada diante de ataques no 8 de janeiro

A declaração foi feita, nesta quinta-feira (31), pelo ex-ministro do GSI

Gonçalves Dias admite à CPMI que fez avaliação errada diante de ataques no 8 de janeiro

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 31 de agosto de 2023 às 13:50

Atualizado: no dia 31 de agosto de 2023 às 14:07

O ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gonçalves Dias, admitiu que fez uma avaliação errada sobre os ataques antidemocráticos na Praça dos Três Poderes, em Brasília, após ter recebido informações divergentes através de “contatos diretos”. A declaração foi feita nesta quinta-feira (31), em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Atos Golpistas (CPMI) dos Atos Golpistas. 

“Essas informações divergentes me foram passadas na manhã do dia 8 de janeiro e culminaram com minha decisão e iniciativa em ir pessoalmente ver como estava a situação no Palácio do Planalto”, explicou o ex-ministro. Ele acrescentou que teria adotado uma postura diferente caso tivesse recebido dados mais precisos sobre os ataques.

O ex-ministro do GSI ainda estava à frente do órgão no dia 8 de janeiro. Ele pediu demissão quase duas semanas depois, 19 de abril, após a divulgação de imagens captadas pelo sistema de segurança do Palácio do Planalto, em que o militar foi visto se movimentando entre os criminosos e interagindo com eles durante o momento da invasão. 

Diferentes versões

Segundo Gonçalves Dias, no dia 8 de janeiro o então diretor adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Saulo Cunha, havia feito um alerta ao ex-ministro sobre a intensificação das manifestações. No entanto, a coronel da Polícia Militar do Distrito Federal, Cíntia Queiroz de Castro, assegurou que estava “tudo calmo”.

Diante das informações distintas, G. Dias disse que telefonou ao então secretário-executivo do GSI, general Carlos Penteado, para entender melhor o movimento que estava acontecendo em Brasília. Em resposta, o militar também tranquilizou o ex-ministro, afirmando que tudo estava sob controle. 

Ainda durante a oitiva, G. Dias declarou que não cogitava a possibilidade de uma invasão, já que a Secretaria de Segurança do Distrito Federal havia assegurado que não permitiria acesso de pessoas e veículos à Praça dos Três Poderes. “A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal assegurava que tudo estava sob controle, que ações especiais eram desnecessárias. Aquele era o cenário no momento em que deixei o expediente do dia 6, sexta-feira”, completou.