Política

Rui cita Hitler ao criticar popularidade de Moro e ilegalidade de conversas

O governador Rui Costa (PT) foi rígido ao comentar a divulgação de conversas entre a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula e aliados políticos. O conteúdo foi gravado e liberado para a imprensa com permissão do juiz Sérgio Moro, que comanda as investigações da Operação Lava Jato.

[Rui cita Hitler ao criticar popularidade de Moro e ilegalidade de conversas]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira e Matheus Morais no dia 21 de Março de 2016 ⋅ 09:32

O governador Rui Costa (PT) foi rígido ao comentar a divulgação de conversas entre a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula e aliados políticos. O conteúdo foi gravado e liberado para a imprensa com permissão do juiz Sérgio Moro, que comanda as investigações da Operação Lava Jato.

“Ontem a Folha já coloca o juiz que está investigando como possível candidato. É um absurdo (...)  Olhe, eu não gosto de dar declaração sobre material ilegal, eu fico triste quando vejo que as instituições, algumas pessoas do MP, alguns juízes, cometendo ampla arbitrariedade. Acho que isso não faz bem ao país. Eu como cidadão não vou me calar, não é porque tem amplo apoio popular que os homens vão se calar. O nazismo tinha amplo apoio popular, O Hitler foi capa de revista como o homem do ano. O Povo faz julgamento pelas informações que tem acesso no momento”, afirmou, em entrevista à Rádio Metrópole nesta segunda-feira (21).

O governador comentou ainda o pedido de prisão preventiva de Lula, expedido pelo Ministério Público de São Paulo. "Não dá para permitir que o tratamento seja inverso. O Neymar está se discutindo se ele ocultou patrimônio. Eu acho que a delação premiada e o vazamento é crime, a delação, o formato que ela ganhou ficou complicado. Todos os nomes que as pessoas citarem são criticados, a pessoa desesperada por diminuir a pena diz tudo. É uma aberração os nomes de cidadãos erem aventados sem um processo mínimo de investigação. Vou trabalhar para superar a crise. Meu foco é trabalho, a gestão. Se Deus me deu essa oportunidade, foi para que eu pudesse trabalhar. Quando eu vejo o pais se digladiando, eu fico triste, espero que a gente possa superar a crise”, disse.

Questionado sobre os impactos do momento político na economia do país, Rui reconheceu que a perda é inegável, mas defendeu a administração de Dilma Rousseff. "Evidente que a crise que afeta o país é grande. Todo empresário é avesso a riscos, se ele acha que o investimento dele corre riso em tal país, vai escolher outro país para investir. Pode ter gente que gosta ou que não gosta dela, mas acho uma injustiça dizerem que viram mais corrupção no governo Dilma. Se há uma pessoa rígida com a coisa ética, essa pessoa se chama Dilma Rousseff. Essas coisas eclodiram no governo dela, se fosse outro, talvez não tivesse eclodido. Porque ela abriu o processo para investigaram”, concluiu

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