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"A gente [precisa] diversificar a produção, tirar do produtor a opção de só plantar soja, milho, algodão", diz ministro da Agricultura

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"A gente [precisa] diversificar a produção, tirar do produtor a opção de só plantar soja, milho, algodão", diz ministro da Agricultura

O esquema visa o armazenamento, com a formação de estoques públicos, que garantam a segurança em casos de desastres climáticos, como o do Rio Grande do Sul - que colocou em pauta o possível desabastecimento de arroz

"A gente [precisa] diversificar a produção, tirar do produtor a opção de só plantar soja, milho, algodão", diz ministro da Agricultura

Foto: Pedro França/Agência Senado

Por: Metro1 no dia 01 de junho de 2024 às 18:02

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o próximo Plano Safra propõe a diversificação no plantio, apostando nos itens básicos da alimentação brasileira. O esquema visa o armazenamento, com a formação de estoques públicos, que garantam a segurança em casos de desastres climáticos, como o do Rio Grande do Sul - que colocou em pauta o possível desabastecimento de arroz.

"A gente [precisa] diversificar a nossa produção, tirar do produtor a opção de só plantar soja, milho, algodão", afirmou o ministro em entrevista ao G1.

"Nós vamos lançar contratos de opções para esses produtos que são a base da alimentação brasileira. É o arroz, feijão, trigo, a mandioca. E o milho – lógico, se transformando em carnes [o milho serve como ração para os animais]", disse Fávaro.

No contrato de opções abordado por Fávaro, o produtor que decidir pelo acordo tem o direito de vender a safra ao Estado, no futuro, por um valor determinado anteriormente. 

"É o governo ajudando ter equilíbrio...e com números modestos. Não é voltar ao tempo que tinha super estoques públicos, onde o grande comprador concorrente é o poder público. [...] Não é esse o objetivo, mas é a presença do Estado para manter o equilíbrio e o abastecimento", explicou o ministro.

Caso o mercado esteja pagando mais que o valor determinado pelo governo tempos atrás, o agricultor tem a liberdade de fechar negócio com a empresa privada. Porém, se a indústria estiver pagando menos na safra, o produtor tem a segurança de que o governo irá comprar a colheita dele pelo preço previamente estipulado.