
Política
Florence evita comemorar anulação do impeachment: "Eu me resguardo"
Novamente a política brasileira foi sacudida com a decisão do presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), que anulou a votação do processo de impeachment movido contra a presidente Dilma Rousseff (PT) na Casa, em 17 de abril. Em entrevista à Rádio Metrópole, na tarde desta segunda-feira (9), o líder do PT na Câmara dos Deputados Afonso Florence evitou comemorar mas afirmou que a decisão "parece ter sustentação sólida e jurídica". [Leia mais...]

Foto: Manuela Cavadas/Metropress
Novamente a política brasileira foi sacudida com a decisão do presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), que anulou a votação do processo de impeachment, movido contra a presidente Dilma Rousseff (PT) na Casa, em 17 de abril. Em entrevista à Rádio Metrópole, na tarde desta segunda-feira (9), o líder do PT na Câmara dos Deputados Afonso Florence evitou comemorar, mas afirmou que a decisão "parece ter sustentação sólida e jurídica". "Vamos reunir a bancada porque embolou o meio de campo político", disse. "A dimensão política e jurídica tem controvérsias, mas demonstra que os atos de Eduardo Cunha são inválidos pela natureza delituosa da condução dele", ressaltou.
"O primeiro tema parece de mérito, em que os partidos não poderiam enquadrar o voto dos parlamentares. Fato é que há muitas nuances e a defesa considera que houve um cerceamento de defesa e que foram atropeladas dimensões da realidade por [Eduardo] Cunha e na medida que o STF [Supremo Tribunal Federal] decide que Cunha desde dezembro não tinha condições de decidir, parece que Waldir considerou a possibilidade e despachou um pleito jurídico da AGU [Advocacia-Geral da União] que estava na mão de Cunha e Cunha não tinha dado o parecer", afirmou.
Na opinião do parlamentar, Waldir acredita que conseguirá barrar o impeachment no Senado. "[Ele] está convicto disso. Cunha havia acatado [o impeachment] sem crime de responsabilidade, não constituiu Conselho de Ética. Há poderes robustos do presidente da Câmara que ele [Cunha] usou de forma ilegal, de forma dirigida a aprovar o requerimento como foi feito no dia 17. Então, em tese [Waldir] tem poder pra fazer isso. Os defensores do impeachment vão recorrer. Eu me resguardo", concluiu.
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