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CGU recomenda demissão de 14 agentes por envolvimento na “Abin paralela”

Política

CGU recomenda demissão de 14 agentes por envolvimento na “Abin paralela”

Processos administrativos apuram uso indevido de inteligência política durante governo Bolsonaro

CGU recomenda demissão de 14 agentes por envolvimento na “Abin paralela”

Por: Metro1 no dia 01 de janeiro de 2026 às 12:23

A Controladoria-Geral da União (CGU) abriu processos administrativos disciplinares (PADs) e recomendou a demissão de pelo menos 14 oficiais de inteligência e policiais federais suspeitos de participação no caso conhecido como “Abin paralela”.

As apurações atingem até agentes que não foram indiciados pela Polícia Federal (PF), mas que, segundo a CGU, teriam atuado em episódios irregulares dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante as gestões de Alexandre Ramagem e Victor Carneiro, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entre os casos citados, a CGU aponta ações contra a jornalista e pesquisadora Luiza Alves Bandeira, do DFRLab, que mapeou perfis e grupos em redes sociais responsáveis por ataques e desinformação em 2020. Segundo os processos, a atuação da Abin foi “clandestina” e motivada por interesses políticos, caracterizando desvio de finalidade. O uso do software de monitoramento First Mile também é apontado como indevido, reforçando o suposto emprego de recursos de inteligência sem respaldo legal.

As investigações indicam que, após a remoção de 88 contas coordenadas pelo Facebook e Instagram, ligadas ao chamado “gabinete do ódio” e a assessores de Flávio e Eduardo Bolsonaro, houve pedido explícito de Frank Oliveira e Marcelo Bormevet para “futucar” a jornalista.

Os servidores notificados tiveram prazo inicial de dez dias para defesa, prorrogado por 15, e Alexandre Ramagem também é citado nos PADs. Atualmente, Ramagem está foragido e foi demitido da Polícia Federal em 3 de dezembro após condenação por tentativa de golpe de Estado.