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Lula avalia mudanças partidárias de Tebet e Marina por estratégia eleitoral

Política

Lula avalia mudanças partidárias de Tebet e Marina por estratégia eleitoral

Mudanças envolveriam ministérios do Planejamento e do Meio Ambiente

Lula avalia mudanças partidárias de Tebet e Marina por estratégia eleitoral

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 15 de janeiro de 2026 às 12:38

Atualizado: no dia 15 de janeiro de 2026 às 12:40

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia promover mudanças partidárias das ministras Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente) como parte da articulação para a formação de um palanque eleitoral em São Paulo. As informações são do blog de Gustavo Uribe na CNN.

De acordo com a reportagem, Lula defende que Marina Silva deixe a Rede e retorne ao PT, partido ao qual foi filiada por mais de duas décadas, para disputar uma vaga no Senado por São Paulo. Atualmente, a ministra é filiada à Rede Sustentabilidade. No caso de Simone Tebet, o presidente é favorável à troca do MDB pelo PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. Ainda não há definição se Tebet seria candidata ao governo paulista ou ao Senado. A decisão deve ser discutida em conversa entre Lula e a ministra nas próximas semanas.

Lula, no entanto, mantém preferência pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como candidato ao Palácio dos Bandeirantes. Diante da resistência de Haddad, Tebet passou a ser considerada como alternativa. O MDB, por sua vez, já sinalizou apoio à reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e defende que a ministra dispute uma vaga por Mato Grosso do Sul, seu estado de origem.

Apesar disso, o bom desempenho de Tebet em São Paulo nas eleições presidenciais de 2022 animou o presidente. No maior colégio eleitoral do país, ela obteve 6% dos votos válidos, com resultado ainda mais expressivo na Região Metropolitana, especialmente entre o eleitorado feminino.

Segundo a CNN Brasil, Geraldo Alckmin é um dos principais defensores da filiação de Tebet ao PSB. Além de fortalecer o partido, o movimento reduziria a pressão para que o vice-presidente dispute cargos em São Paulo e permitiria sua permanência na chapa de reeleição de Lula.