
Política
Bolsonaro é ouvido em investigação por ter associado Lula ao tráfico
Investigação apura se Bolsonaro cometeu calúnia ao imputar a Lula uma falsa associação com traficantes de drogas do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil | Ricardo Stuckert/PR
Em continuidade a uma investigação por crime contra a honra do chefe do executivo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi ouvido na Penitenciária da Papuda, em Brasília, na última segunda-feira (2).
A investigação — aberta a pedido do Ministério da Justiça — apura se Bolsonaro cometeu calúnia ao imputar a Lula uma falsa associação com traficantes de drogas do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. As declarações do ex-presidente Bolsonaro foram veiculadas em um vídeo no YouTube, em março de 2025. Além disso, o ex-presidente é suspeito de ter cometido injúria devido a postagens na rede social X, onde utilizou palavras que podem ter ofendido a dignidade e a honra de Lula, como “cachaça” e “patifaria armada”.
O episódio diz respeito a um evento realizado durante a campanha de Lula durante a eleição presidencial de 2022. Na época, ele estava no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro (RJ) e naquele dia, usou um boné com as iniciais "CPX". Na ocasião, opositores do presidente aproveitaram para dizer que ele estava fazendo uma referência à facção que comanda o tráfico de drogas na região.
O caso, no entanto, foi desmentido a partir da explicação que as letras são a abreviação de “complexo” — uma referência a “complexo de favelas”, expressão usada para denominar regiões com concentrações de comunidades, a exemplo do Complexo do Alemão (CPX Alemão), Complexo da Penha (CPX Penha) Complexo da Maré (CPX Maré) e outros.
Segundo a defesa de Bolsonaro, as declarações feitas pelo ex-presidente eram no contexto da “critica politica”.
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