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Fachin cancela reunião sobre Código de Ética do STF após divergências entre ministros

Política

Fachin cancela reunião sobre Código de Ética do STF após divergências entre ministros

Encontro ocorreria na próxima semana e discutiria regras de conduta para integrantes da Corte

Fachin cancela reunião sobre Código de Ética do STF após divergências entre ministros

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 05 de fevereiro de 2026 às 17:34

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, cancelou uma reunião que seria realizada com os demais integrantes da Corte para discutir a proposta de criação de um Código de Ética para o tribunal.

O encontro estava previsto para a próxima quinta-feira (12) e aconteceria durante um almoço na sala da presidência do STF. Oficialmente, a reunião foi desmarcada por incompatibilidade de agendas dos ministros.

O cancelamento ocorre um dia após declarações que evidenciaram divergências internas sobre o tema. O ministro Alexandre de Moraes afirmou que juízes podem receber remuneração por palestras, enquanto o ministro Dias Toffoli defendeu que magistrados podem possuir participação acionária em empresas, desde que não atuem como sócios-dirigentes.

As manifestações reforçaram a ausência de consenso na Corte sobre a adoção de regras específicas de conduta para ministros, proposta defendida por Fachin. Na última segunda-feira (2), o presidente do STF anunciou que a ministra Cármen Lúcia será a relatora do projeto de criação do código.

O debate sobre normas éticas ganhou força após Moraes e Toffoli serem alvo de críticas públicas relacionadas a investigações sobre supostas fraudes envolvendo o Banco Master.

No mês passado, Moraes negou participação em um encontro com o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, realizado no primeiro semestre de 2025, na residência do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O suposto encontro foi divulgado pelo portal Metrópoles e teria ocorrido durante o processo de tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB. Em nota, Moraes classificou a informação como “falsa e mentirosa”.

Antes da liquidação do Banco Master pelo Banco Central, o escritório Barci de Moraes, ligado à família do ministro, prestou serviços à instituição financeira.

Já o ministro Dias Toffoli passou a ser alvo de questionamentos após permanecer como relator do caso, mesmo depois de reportagens apontarem que a Polícia Federal identificou irregularidades em um fundo de investimento associado ao Banco Master. O fundo adquiriu participação no resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que pertencia a familiares do magistrado.