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Senadores do PP criticam nota da federação em defesa de Dias Toffoli

Política

Senadores do PP criticam nota da federação em defesa de Dias Toffoli

Parlamentares afirmam que posição divulgada pela federação com o União Brasil não representa a bancada do partido na Casa

Senadores do PP criticam nota da federação em defesa de Dias Toffoli

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Por: Metro1 no dia 14 de fevereiro de 2026 às 09:33

Senadores do Progressistas (PP) afirmaram não terem sido consultados sobre a nota divulgada pela Federação União Progressista, formada pelo PP e pelo União Brasil, em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

Em comunicado divulgado pela líder da bancada, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), os parlamentares ressaltaram que a manifestação da federação “não pode ser interpretada como representativa dos senadores do PP”.

“A bancada do Progressistas no Senado Federal informa que a posição expressa em nota divulgada pela Federação União Progressista não foi previamente debatida nem contou com a anuência desta bancada – portanto não pode ser interpretada como representativa dos senadores do PP”, diz o texto.

A nota é assinada pelos senadores Dr. Hiran (PP-RR), Esperidião Amin (PP-SC), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Margareth Buzetti (PP-MT), além de Tereza Cristina.

Na sexta-feira (13), os presidentes do PP e do União Brasil, Ciro Nogueira e Antônio Rueda, respectivamente, divulgaram nota em defesa de Dias Toffoli, que enfrenta pressão após o avanço de investigações relacionadas ao Banco Master.

No comunicado, a Federação União Progressista afirmou haver preocupação com “narrativas que querem colocar a opinião pública contra o ministro”. Segundo o texto, “é preciso ponderar que as injustiças acontecem quando se tem apenas um lado de uma versão repetida inúmeras vezes sem base sólida”.

Os presidentes dos partidos também declararam que “atentar contra o ministro Dias Toffoli é enfraquecer não só um servidor da Nação ou de um Poder da República, mas sim atacar os pilares do nosso próprio sistema democrático”.

A pressão sobre o ministro aumentou após relatório da Polícia Federal (PF) apontar menções a Toffoli em conversas encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Após as revelações, o magistrado deixou a relatoria do caso no STF, que foi redistribuído ao ministro André Mendonça.