
Política
André Mendonça afirma que lucros de sua empresa vão para dízimo de igreja
Ministro, que também é pastor de Igreja em São Paulo, é fundador do Instituto Iter, que oferta cursos jurídicos

Foto: Gustavo Moreno/STF
Durante uma das pregações compartilhadas no Instagram no início deste mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça — que também é pastor da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo — afirmou que os lucros e dividendos de sua empresa, o Instituto Iter, que oferta cursos jurídicos, são destinados para o custeamento de obras sociais e para o dízimo da igreja.
“Eu, a minha esposa, sob as bênçãos dos meus filhos, decidimos que a nossa parte do Instituto Inter será para a consagração de um altar a Deus. Tudo o que vier, possivelmente, a dar de lucro e resultado, eu vou separar 10% para o dízimo e os 90% restantes serão investidos em obras sociais e educação”, disse o ministro. “Será o meu altar diante de Deus, e como testemunho perante a sociedade, de que um servo de Deus abre mão de tesouros na Terra para juntar tesouros no céu”, completou.
Após a saída do ministro Dias Toffoli, Mendonça assumiu, na semana passada, a relatoria da investigação do Banco Master, de Daniel Vorcaro — investigado por fraudes financeiras bilionárias.
Toffoli deixa relatoria
Na última quarta-feira (11), a Polícia Federal (PF) fez a perícia do material obtido nas operações que investigam o Master e identificou mensagens do banqueiro com menções ao ministro. Nas mensagens, ele fala sobre pagamentos direcionados ao magistrado. Toffoli foi substituído após reunião dos ministros do STF na última quinta-feira (12), convocada diante dos avanços das apurações conduzidas pela PF.
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