
Política
Moraes arquiva investigação contra Zambelli por obstrução e coação
Segundo PGR, não há provas suficientes para embasar uma denúncia contra a ex-deputada

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (18) o arquivamento de um inquérito aberto para investigar a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação.
A investigação teve início em junho de 2017, após Zambelli declarar em uma entrevista que, após fugir do Brasil, tinha a intenção de permanecer nos Estados Unidos e solicitar asilo político ao governo do presidente Donald Trump. Ela disse ainda que pretendia adotar o “mesmo modus operandi” utilizado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a “prática de condutas ilícitas”. A apuração foi aberta antes de Zambelli ser presa na Itália.
Moraes acolheu, em sua determinação, o pedido de arquivamento feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR entendeu que não há provas suficientes para embasar uma denúncia contra a ex-deputada. “Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento desta investigação”, decidiu o ministro.
Zambelli na Itália
A ex-deputada foi presa em julho do ano passado, na capital da Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.
Zambelli tem dupla cidadania, o que possibilitou que ela deixasse o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.
Após a fuga para a Itália, o governo do Brasil solicitou a extradição da deputada para o país. A decisão final sobre o processo deve ser tomada em uma audiência que será realizada pela Justiça italiana nas próximas semanas.
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