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Lula destaca a dualidade da tecnologia e defende a regulamentação das big techs

Política

Lula destaca a dualidade da tecnologia e defende a regulamentação das big techs

Evento acontece na Índia e dá continuidade ao processo iniciado no Reino Unido em 2023

Lula destaca a dualidade da tecnologia e defende a regulamentação das big techs

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Por: Metro1 no dia 19 de fevereiro de 2026 às 09:47

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na cúpula sobre o impacto da inteligência artificial, na madrugada desta quinta-feira (19). Em evento realizado na Índia, o presidente destacou os dois lados da tecnologia e defendeu a regulamentação das big techs.

“A Quarta Revolução Industrial avança rapidamente enquanto o multilateralismo recua perigosamente. É nesse contexto que a governança global da inteligência artificial assume um papel estratégico. Toda inovação tecnológica de grande impacto possui caráter dual e nos confronta com questões éticas e políticas", aifrmou.

O presidente destacou que os avanços podem ampliar o bem-estar coletivo. "As tecnologias impactam positivamente a produtividade industrial, os serviços públicos, a medicina, a segurança alimentar e energética, e a forma como conectamos uns com os outros”, apontou.

No entanto, Lula acrescentou que eles representam uma ameaça para a estrutura social e política do país. “Mas também podem fomentar práticas extremamente nefastas, como o emprego de armas autônomas, discurso de ódio, desinformação, pornografia infantil, feminicídio, violência contra mulheres e meninas e precarização do trabalho. Conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial distorcem processos eleitorais e põem em risco a democracia”, alertou.

Como forma de defender os direitos humanos no ambiente digital, Lula defende a regulação das chamadas big techs. Para ele, quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não se fala de inovação, mas de dominação.

"A regulamentação das chamadas big techs está ligada ao imperativo de salvaguardar os direitos humanos na esfera digital, promover a integridade da informação e proteger as indústrias criativas de nossos países. O modelo atual de negócio dessas empresas depende da exploração de dados pessoais, da renúncia do direito à privacidade e da monetização de conteúdos chamativos que amplificam a radicalização política", concluiu.