Domingo, 22 de fevereiro de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Política

/

Mendonça veta acesso da cúpula da PF às apurações do Master

Política

Mendonça veta acesso da cúpula da PF às apurações do Master

Ministro cita necessidade de preservação de sigilo em nove oportunidades no despacho de onze páginas

Mendonça veta acesso da cúpula da PF às apurações do Master

Foto: Mendonça veta acesso da cúpula da PF às apurações do Master e manda recados

Por: Metro1 no dia 20 de fevereiro de 2026 às 13:41

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que é relator do caso do Banco Master, vetou o acesso da cúpula da Polícia Federal (PF) às investigações relacionadas à instituição e delimitou quem poderá participar das apurações.

Em sua primeira decisão relevante no processo, Mendonça cita a necessidade de preservação de sigilo em nove oportunidades no despacho de onze páginas. Segundo ele, apenas “autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos” podem ter acesso às informações e têm o dever de manter o trabalho sigiloso “inclusive em relação aos superiores hierárquicos e outras autoridades públicas”.

A determinação ocorre após o incômodo do STF com o relatório da PF contra o ministro Dias Toffoli, que deixou a relatoria do caso após o documento apresentado pela polícia. O relatório foi entregue pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, ao presidente do Supremo, Edson Fachin. 

Após decisão de Mendonça, agora apenas os envolvidos na apuração poderão ter acesso ao teor das investigações. O relator decidiu, por exemplo, que a Corregedoria-Geral da PF pode acessar apenas “informações que sejam exclusivamente relativas à apuração de eventuais condutas praticadas por policiais federais que possam ter repercussão nas esferas criminal ou administrativa/correcional”.

Segundo o ministro, para a Diretoria de Inteligência, “fica autorizado o compartilhamento das informações obtidas nas investigações apenas e tão somente com os policiais que tenham necessidade direta e específica de conhecer os dados e informações para o adequado exercício de suas funções”. A determinação também diz respeito à instauração de novas apurações sem que tenha sido informado. A interpretação de ministros do Supremo sob reserva é que a PF fez uma investigação contra Toffoli sem a devida autorização judicial.

Mendonça não menciona diretamente o caso, mas afirma que “instauração de qualquer nova investigação ou inquérito deve, antes, ser expressa e fundamentadamente requerida a este relator, devendo-se aguardar a respectiva deliberação a respeito, caso a caso”.