
Política
Viana diz que decisão do STF sobre Vorcaro "atrapalha e atrasa" CPMI
Sobre Vorcaro, senador afirma que “não terá nenhum privilégio”

Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Em meio às investigações do Caso Master, o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou, nesta segunda-feira (23), que “mais uma vez” o Supremo Tribunal Federal (STF) “interfere, prejudica e atrasa” as investigações no colegiado.
A declaração do senador é feita após o ministro André Mendonça, do STF, conceder decisão ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, investigado por fraudes financeiras — que está desobrigado de comparecer para depor no colegiado. “Eu estou com a Advocacia do Senado recorrendo dessa decisão. Para que o ministro [André Mendonça] reveja [a decisão] e Vorcaro seja obrigado a comparecer na nossa CPMI”, disse.
Viana disse que o dono do Banco Master está em São Paulo e seria escoltado pela Polícia Legislativa. “Ele pagaria as despesas”, citou. O presidente da CPMI disse ainda que tem uma proposta da defesa de Vorcaro para realizar uma reunião fechada na capital paulista. Mas afirmou desconsiderar essa ideia. “Aqui ele não terá nenhum privilégio. Vou lutar pela presença dele aqui.”
Ainda em sua declaração, o senador afirmou que a CPMI vai recorrer ao Supremo para estender o prazo de investigação. Oficialmente, a comissão tem que concluir os trabalhos até o dia 28 de março.
Segundo Viana, os documentos relacionados à investigação do Master já saíram da Advocacia do Senado e foram entregues à Polícia Federal (PF). “Esses documentos ainda não chegaram à CPMI, e assim que chegarem estarão colocados. Pela quantidade de documentos, inclusive informações particulares, esse material será colocado na sala cofre, onde os parlamentares terão acesso inclusive pelo sistema”, finalizou.
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