
Política
Motta diz que pedido de CPI sobre banco Master precisa respeitar ordem cronológica
Presidente diz que entidades responsáveis apuram o caso com a devida atenção e que STF está cumprindo seu papel

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Em meio às investigações sobre o caso do Banco Master, de Daniel Vorcaro, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou a necessidade de respeitar a ordem cronológica dos pedidos de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), como determina o Regimento Interno da Câmara.
Ao ser questionado sobre a pressão para instalar uma CPI para investigar a instituição, o presidente disse que, mesmo que quisesse, não conseguiria chegar a esse pedido em pouco tempo. Segundo Motta, as entidades responsáveis apuram o caso com a devida atenção e o STF está cumprindo o seu papel. “Houve um exagero, por parte da mídia, do papel que o ministro [do STF] Dias Toffoli cumpriu, no afã de atacar a conduta das pessoas. Isso acaba se sobrepondo àquilo que foi realizado”, disse, em entrevista ao Metrópoles.
O parlamentar disse ainda que considera “errado mudar o escopo de CPIs já instaladas para fazer palanque eleitoral, como tem acontecido no Senado, porque as CPIs têm fato determinado”.
Toffoli deixa relatoria
Dias Tofoli deixou a relatoria do Caso Master após reunião dos ministros do STF realizada no dia 12 deste mês, convocada diante dos avanços das apurações conduzidas pela PF. Um dia antes, a Polícia Federal (PF) fez a perícia do material obtido nas operações que investigam o banco e identificou mensagens de Daniel Vorcaro com menções ao ministro. Nas mensagens, ele fala sobre pagamentos direcionados ao magistrado. Com a saída de Toffoli, o ministro André Mendonça assumiu a relatoria.
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