
Política
Lula cobra líderes por paz no Oriente Médio e critica corrida armamentista
Presidente afirma que valores destinados a conflitos poderiam reduzir a fome e cobra atuação mais efetiva da ONU

Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quarta-feira (4) que líderes mundiais priorizem a busca por paz no Oriente Médio e reduzam os investimentos em armamentos. A declaração foi feita durante a Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe, realizada em Brasília.
Ao falar sobre os gastos militares globais, Lula afirmou que os cerca de US$ 2 trilhões investidos em conflitos no último ano poderiam ser direcionados para combater a fome que atinge milhões de pessoas. “Não precisaria ter fome no mundo, se tivesse bom senso entre os governantes”, declarou.
O presidente direcionou críticas aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e apontou o que chamou de "foco excessivo no fortalecimento militar". Segundo ele, recursos aplicados em armas, drones e aviões de combate não contribuem para a produção de alimentos e tendem a ampliar tensões internacionais.
Lula também questionou a atuação da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmando que a instituição vem perdendo credibilidade ao se afastar dos princípios estabelecidos em sua carta de fundação. De acordo com o presidente, a entidade está “cedendo ao fatalismo” e priorizando interesses relacionados a guerras em vez de iniciativas voltadas à paz e ao enfrentamento da fome.
Para o chefe do Executivo, até o momento a ONU não convocou os países para discutir uma solução para o conflito no Oriente Médio.
Ele ainda defendeu que a América Latina preserve sua condição de zona de paz e atue com soberania diante das desigualdades históricas. “A paz é a única possibilidade de fazer a humanidade avançar”, afirmou.
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