Política
Comissão da Câmara aprova criação de adicional de 30% para profissionais de saúde em áreas de risco

Silveira diz que governo acompanha cenário internacional e garantiu que não existe motivo para falta de gasolina ou diesel nos postos

Foto: Ricardo Botelho/MME
Em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, após ataque conjunto entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta quarta-feira (11) que, mesmo com a instabilidade causada pelos conflitos e seus impactos no mercado internacional de petróleo, não há risco de faltar combustíveis no Brasil.
Silveira diz que aumentos recentes nos preços nas bombas podem estar ligados a “especulação criminosa” de distribuidoras e postos de gasolina. Ele considerou ainda que o governo acompanha o cenário internacional e garantiu que não existe motivo para falta de gasolina ou diesel nos postos. "Não tem possibilidade de ter falta de combustível no posto de gasolina. O que há é uma criminosa especulação por parte dessas distribuidoras e dos revendedores."
Segundo o ministro, a pretensão do governo é reforçar a fiscalização do mercado de combustíveis para evitar aumentos considerados abusivos. Ele disse que órgãos federais e estaduais foram acionados para acompanhar os preços e investigar possíveis irregularidades. Entre as instituições envolvidas estão a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável por regular e fiscalizar o setor, além da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e dos Procons estaduais. Além disso, a Polícia Federal (PF) também deve apoiar nas operações de fiscalização.
Silvira afirmou que o Brasil é exportador de petróleo bruto, ou seja, produz mais petróleo do que consome. No entanto, o país ainda depende da importação de parte dos combustíveis já refinados, como diesel e gasolina. Ainda segundo ele, o país importa atualmente cerca de 27% a 29% do diesel consumido no país e entre 13% e 15% da gasolina. Por isso, oscilações no mercado internacional podem influenciar o setor, embora não representem risco imediato de falta de combustível.
Crítica à venda da BR Distribuidora
O ministro também criticou a privatização da antiga distribuidora da Petrobras, realizada durante o governo de Jair Bolsonaro. A empresa foi vendida ao setor privado e passou a se chamar Vibra Energia. Ele afirmou que, se a Petrobras ainda tivesse uma grande distribuidora sob controle estatal, o governo teria mais capacidade de influenciar o mercado e garantir preços menores ao consumidor. Segundo Silveira, o governo tem interesse em retomar a presença estatal no setor de distribuição de combustíveis. No entanto, ele explicou que há uma cláusula no processo de privatização que impede a Petrobras de voltar a atuar nesse mercado antes de 2027.
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.