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PT oficializa nova estratégia para 2026 e aponta Flávio Bolsonaro como risco à democracia

Política

PT oficializa nova estratégia para 2026 e aponta Flávio Bolsonaro como risco à democracia

No documento, o PT abandona críticas genéricas e cita diretamente Flávio Bolsonaro

PT oficializa nova estratégia para 2026 e aponta Flávio Bolsonaro como risco à democracia

Foto: Ricardo Stuckert / PR/Edilson Rodrigues/Agência Senado

Por: Metro1 no dia 17 de março de 2026 às 12:28

A direção nacional do PT divulgou, nesta segunda-feira (16), uma resolução que redefine sua estratégia para as eleições de 2026. Segundo informações de Ricardo Abreu, do G1, o texto adota postura mais direta ao apontar o senador Flávio Bolsonaro como principal adversário, classificando sua pré-candidatura como risco à democracia.

A mudança ocorre após pesquisas indicarem empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, o que gerou preocupação dentro do partido. Parte da sigla avalia que a atual estratégia, baseada em ações de governo e políticas sociais, pode não ser suficiente para fortalecer a candidatura à reeleição.

No documento, o PT abandona críticas genéricas e cita diretamente o senador: "A candidatura de Flávio Bolsonaro representa a continuidade do mesmo projeto autoritário e antipopular que o Brasil derrotou nas urnas [...] Sua candidatura simboliza apenas a tentativa da extrema direita de manter vivo um projeto político baseado no ataque à democracia".

A resolução também destaca a importância de ampliar presença no Congresso. O partido afirma: "Eleger bancadas comprometidas com o povo brasileiro é condição fundamental para assegurar governabilidade". A avaliação interna é que controlar o Legislativo é essencial para evitar bloqueios a políticas públicas e garantir estabilidade institucional.

Outro ponto central é o caso do Banco Master, associado ao governo anterior. O texto questiona: "Por que o Banco Central [...] não tomou as medidas necessárias?". Para o PT, o episódio revela "um sistema de relações promíscuas" entre política e interesses financeiros, além de reforçar críticas ao poder do mercado sobre o Congresso.