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Moro deve trocar União Brasil pelo PL e disputar governo do Paraná

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Moro deve trocar União Brasil pelo PL e disputar governo do Paraná

Senador articula mudança partidária com apoio de Bolsonaro e dirigentes do PL

Moro deve trocar União Brasil pelo PL e  disputar governo do Paraná

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 19 de março de 2026 às 15:18

O senador Sergio Moro deve deixar o União Brasil na próxima semana para se filiar ao Partido Liberal (PL), legenda comandada por Valdemar Costa Neto e ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A movimentação faz parte de uma articulação para que Moro dispute o governo do Paraná nas próximas eleições.

O compromisso foi firmado nesta quarta-feira (18), após reuniões em Brasília com dirigentes das duas siglas. A filiação deve ser oficializada em uma cerimônia na capital federal.

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do partido à Presidência da República, confirmou a intenção da legenda: “Ele é o nosso pré-candidato a governador do Paraná, uma pessoa que compartilha das mesmas pautas e entende o momento que o Brasil passa”, afirmou.

A ida de Moro ao PL também sinaliza um rompimento da sigla com o atual governador do estado, Ratinho Junior (PSD), que deve disputar a Presidência. Apesar da aliança local nas eleições municipais de Curitiba, em 2024, quando o PL indicou Paulo Martins como vice na chapa de Eduardo Pimentel (PSD), apoiada por Ratinho Junior, o ex-presidente Jair Bolsonaro ignorou o acordo durante a campanha e declarou apoio à candidata Cristina Graeml (PMB), que terminou em segundo lugar.

Histórico de atritos com o PL

A aproximação entre Moro e o PL ocorre após um período de embates. Depois de se eleger senador em 2022, o partido entrou com ações pedindo a cassação do mandato do ex-juiz, alegando abuso de poder político e econômico durante a campanha.

Em 2023, o PL levou o caso ao Ministério Público Eleitoral do Paraná, sustentando que Moro teria sido beneficiado indevidamente por recursos utilizados ainda na pré-campanha presidencial. Na ocasião, a legenda atuou em conjunto com o PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) absolveu o senador, decisão posteriormente mantida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com voto do ministro Floriano de Azevedo Marques.

Passagem pelo governo Bolsonaro

Antes de entrar na política partidária, Moro ganhou projeção nacional como juiz da Operação Lava Jato e, em 2019, assumiu o Ministério da Justiça no governo de Jair Bolsonaro. Ele deixou o cargo em abril de 2020, após divergências com o então presidente, especialmente sobre a troca do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo.

Apesar do rompimento à época, Moro apoiou Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022 contra Lula, que acabou eleito presidente.