
Política
“É banditismo”, diz Boulos sobre aumento de diesel nos postos
Ministro diz que aumento do óleo diesel no Brasil não é justificado pelos conflitos do Oriente Médio

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, teceu críticas aos postos de combustíveis que aumentaram o preço do óleo diesel nas últimas semanas e classificou a ação como “banditismo”.
“Isso é banditismo de postos de gasolina e distribuição, que estão cometendo crime contra a economia popular”, afirmou Boulos nesta sexta-feira (20), durante a saída de um evento sobre política assistencial no Rio de Janeiro.
Segundo o ministro, o aumento do óleo diesel no Brasil não é justificado pelos conflitos do Oriente Médio, visto que o governo federal anunciou iniciativas para conter a escalada de preços, como a redução a zero das alíquotas de impostos federais que incidem sobre o combustível (PIS e Cofins). “O presidente Lula zerou o PIS/COFINS. As distribuidoras não estão pagando a mais pelo óleo diesel, mas estão transferindo para o consumidor um aumento especulativo”, pontuou.
Iniciativa do governo
As medidas estabelecidas pelo governo visa evitar que o preço do petróleo no mercado internacional cause impacto na inflação aqui no Brasil. O barril do óleo tipo Brent, referência internacional de preço, é negociado nesta sexta-feira por volta de US$ 110 (cerca de R$ 580). Antes do ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, o produto era cotado pouco acima de R$ 70.
Encontro com caminhoneiros
O ministro também afirmou que deve se reunir, na próxima quarta-feira (25) no Palácio do Planalto, com lideranças do movimento dos caminhoneiros, que chegaram a ameaçar uma greve da categoria, por causa do combustível mais caro. Segundo Boulos, a ideia de greve foi descartada após o governo se comprometer a atender a demanda da categoria.
“Tivemos um diálogo permanente com eles nos últimos dias, desde o fim da semana passada, para evitar uma paralisação que poderia trazer prejuízos importantes para o povo brasileiro”, explicou. Ainda em sua declaração, Boulos disse que a Polícia Federal (PF) e órgãos de defesa do consumidor estão nas ruas com operações diárias, que podem resultar em prisão.
“Já foram operações em 400 postos nas últimas 48 horas, em várias distribuidoras, com lacração, aumento de multas e o próximo passo é a prisão de representantes deles", destacou.
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