
Política
Dino pede explicações sobre suposto uso de emendas em filme sobre Bolsonaro
Ministro pede que Câmara dos Deputados e três deputados do PL se manifestem em até 5 dias

Foto: STF/Gustavo Moreno
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), quer que a Câmara dos Deputados e três deputados do PL se manifestem em até 5 dias sobre uma denúncia de que emendas parlamentares poderiam estar sendo usadas para marketing eleitoral e para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Quem fez a denúncia foi a deputada Tabata Amaral (PSB - SP). Segundo a parlamentar, existe um grupo de empresas que, embora tenham nomes diferentes, funcionam como uma única organização, compartilhando o mesmo endereço, a mesma infraestruturaa e a mesma dona.
Ainda segundo Tabata, um grupo de parlamentares do PL teria enviado R$ 2,6 milhões por meio de "emendas pix" a uma dessas empresas e, em seguida, contratado serviços de marketing eleitoral de outras companhias pertencentes ao mesmo grupo. Foram citados os deputados Alexandre Ramagem, Carla Zambelli, Bia Kicis e Marcos Pollonio. Mário Frias também teria feito aportes a uma outra empresa do grupo e, depois, contratado serviços de campanha eleitoral de outra companhia relacionada.
Outro ponto levantado na denúncia é a suspeita de que o lucro obtido com as emendas estaria sendo desviado para financiar a produção de um filme privado chamado "Dark Horse", referente a uma uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A produtora do filme, segundo Tabata, está ligada às empresas que receberam as emendas.
"Tais fatos configuram, em tese, um duto de recursos que desafia as diretrizes de transparência e publicidade estabelecidas por este Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 854, exigindo rigorosa fiscalização para impedir o desvio de finalidade e a confusão entre o erário e interesses privados ou eleitorais", justifica a deputada.
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