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Dino pede explicações sobre suposto uso de emendas em filme sobre Bolsonaro

Política

Dino pede explicações sobre suposto uso de emendas em filme sobre Bolsonaro

Ministro pede que Câmara dos Deputados e três deputados do PL se manifestem em até 5 dias

Dino pede explicações sobre suposto uso de emendas em filme sobre Bolsonaro

Foto: STF/Gustavo Moreno

Por: Metro1 no dia 23 de março de 2026 às 13:48

O ministro Flávio Dino,  do Supremo Tribunal Federal (STF),  quer que a Câmara dos Deputados e três deputados do PL se manifestem em até 5 dias sobre uma denúncia de que emendas parlamentares poderiam estar sendo usadas para marketing eleitoral e para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Quem fez a denúncia foi a deputada Tabata Amaral (PSB - SP). Segundo a parlamentar, existe um grupo de empresas que, embora tenham nomes diferentes, funcionam como uma única organização, compartilhando o mesmo endereço, a mesma infraestruturaa e a mesma dona.

Ainda segundo Tabata, um grupo de parlamentares do PL teria enviado R$ 2,6 milhões por meio de "emendas pix" a uma dessas empresas e, em seguida, contratado serviços de marketing eleitoral de outras companhias pertencentes ao mesmo grupo. Foram citados os deputados Alexandre Ramagem, Carla Zambelli, Bia Kicis e Marcos Pollonio. Mário Frias também teria feito aportes a uma outra empresa do grupo e, depois, contratado serviços de campanha eleitoral de outra companhia relacionada. 

Outro ponto levantado na denúncia é a suspeita de que o lucro obtido com as emendas estaria sendo desviado para financiar a produção de um filme privado chamado "Dark Horse", referente a uma uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A produtora do filme, segundo Tabata, está ligada às empresas que receberam as emendas.

"Tais fatos configuram, em tese, um duto de recursos que desafia as diretrizes de transparência e publicidade estabelecidas por este Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 854, exigindo rigorosa fiscalização para impedir o desvio de finalidade e a confusão entre o erário e interesses privados ou eleitorais", justifica a deputada.