
Política
Lula diz que aumento do preço dos combustíveis é injustificável
Presidente diz que aumentos não têm relação com conflitos no Oriente Médio, e que governo não vai deixar efeitos da guerra causar impactos na mesa do brasileiro

Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a elevação do petróleo não justifica o aumento do preço do diesel, visto que foi compensada pelos subsídios concedidos pelo governo federal. Ele disse ainda que os aumentos da gasolina e do etanol não têm relação com os conflitos no Oriente Médio.
“Por isso, estamos com a Polícia Federal e os Procons na rua para pegar todas as pessoas que tiram proveito para prejudicar o povo e os caminhoneiros”, disse o presidente nesta quinta-feira (26). Durante seu discurso, em visita à unidade industrial da montadora Caoa, em Anápolis (GO), ele voltou a criticar a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Segundo o mandatário, não é correto que outros países — principalmente seus cidadãos — paguem o preço dessa guerra.
Lula disse que o governo não vai deixar que os efeitos da guerra contra o Irã chegue nos itens básicos da alimentação do povo brasileiro. "Não é possível que façam guerra a 15 mil quilômetros de distância do Brasil, e sobre para nós aqui, porque importamos 30% do óleo diesel”, disse o petista.
“A gente criou subsídio e a gente tem a Petrobras para não permitir que o aumento chegue ao consumidor. Mesmo assim, tem malandro no posto de gasolina aumentando a gasolina e o etanol, que não têm nada a ver com a guerra no Irã. E estão aumentando o óleo diesel, mesmo com a gente dando subsídio”, complementou.
Entenda
Junto às autoridades, representantes do setor e motoristas, o governo tem acompanhado o comportamento do preço dos combustíveis, especialmente os derivados de petróleo, como diesel, gás e gasolina, por causa da guerra no Irã, que tem levado distúrbios à cadeia global de petróleo. Entre as medidas adotadas pelo governo federal para suavizar a escalada de preços, está a zeragem de alíquotas do PIS e da Cofins, tributos federais incidentes sobre o diesel.
O diesel, utilizado por ônibus, caminhões e tratores, é o derivado que mais sente a pressão internacional. Um dos motivos é que o Brasil importa 30% do óleo que consome.
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